Estagiária dá com a “cara na porta” em dia de paralisação de professores
Categoria cobra aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h
A paralisação dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), que conta com 110 mil estudantes, fez a estagiária Gláucia Dutra, de 51 anos, dar de cara com o portão da Escola Municipal Danda Nunes, em Campo Grande. Ela conta que caminhou da sua casa, no Carandá Bosque, até o colégio, na Rua Caliandra, no Vivendas do Bosque. Os bairros são vizinhos.
RESUMO
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Professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande iniciaram uma paralisação que afeta 110 mil alunos. A categoria reivindica o reajuste de 5,4 por cento previsto na política do Piso 20h. A prefeita Adriane Lopes alega que a alteração do percentual pelo Governo Federal dificultou as negociações por não prever repasses complementares aos municípios. A greve foi aprovada em assembleia do sindicato da categoria, refletindo a falta de consenso sobre o cumprimento do cronograma salarial.
“Moro perto e vim a pé. Não estava sabendo que não teria aula”, diz Gláucia, que é acadêmica do curso de História na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
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Durante a entrevista, Gláucia viu que tinha recebido mensagem às 6h05 de uma professora, comunicando a paralisação. “Ela me avisou tudo, eu que não tinha visto”.
Na Escola Municipal Professor Arlindo Lima, no Centro, o cenário também era de portão fechado e um aviso sobre a manifestação dos professores.
A paralisação foi aprovada na última segunda-feira (dia 8), durante Assembleia Geral Extraordinária da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), que reuniu cerca de 300 profissionais. A categoria cobra da Prefeitura de Campo Grande a aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.
Em entrevista ao Podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, a prefeita Adriane Lopes (PP) disse que a apresentação de um novo percentual pelo Governo Federal para o piso dos professores, que era de 0,37% e subiu para 5,40%, prejudicou as negociações.
Ela reclamou que a União impôs um reajuste maior, mas sem informar qualquer repasse para auxiliar as prefeituras.
Na manhã desta sexta-feira (dia 12), os professores estão concentrados na sede da ACP, na Rua 7 de Setembro. De lá., vão protestar em frente à prefeitura, na Avenida Afonso Pena.
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