Estelionatário inventa invasão de conta e leva R$ 73 mil de idoso
Golpista se passou por gerente de banco e afirmou que faria cancelamento de transferências via pix
Idoso de 65 anos perdeu R$ 73.307,50 após ser vítima de um golpe aplicado por estelionatário que se passou por gerente de um banco. O caso foi registrado nesta quinta-feira (20), na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, como fraude eletrônica.
RESUMO
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Segundo o boletim de ocorrência, o golpe começou na tarde de terça-feira (18), por volta das 15h37, quando a vítima recebeu uma ligação de um número com DDD 67. Do outro lado da linha, um homem se apresentou como gerente da conta dele.
O falso funcionário afirmou que um novo dispositivo havia sido habilitado na conta bancária e perguntou se Valdir reconhecia a operação. Após a negativa, disse que se tratava de um celular Motorola, do Rio de Janeiro (RJ), usado em uma tentativa de acesso ao aplicativo bancário.
Na sequência, o golpista informou que havia vários pix agendados e pendentes e que seria necessário realizar procedimentos pelo aplicativo para cancelar as supostas transações.
Para aumentar a credibilidade do golpe, o criminoso orientou Valdir a utilizar outro telefone para receber as instruções. O morador então forneceu o número da esposa, que também é cliente do banco.
Quando o suposto gerente ligou para o telefone dela, o nome do banco apareceu na agenda telefônica, o que fez com que o idoso acreditasse que realmente estava falando com a instituição financeira.
A vítima então acessou a própria conta pelo celular e passou a seguir as orientações recebidas pelo telefone da esposa. Conforme o relato, os criminosos disseram que enviariam as chaves pix pelo WhatsApp de uma suposta central do banco.
As mensagens partiram de um número com DDD 11 e continham as chaves pix no formato "copia e cola". O idoso realizou as transferências e, depois, enviou os comprovantes aos golpistas pelo aplicativo de mensagem.
Ainda segundo o registro policial, os criminosos chegaram a enviar mensagens afirmando que os procedimentos haviam sido concluídos com sucesso e que as operações suspeitas tinham sido canceladas. As mensagens, porém, foram apagadas posteriormente.
Valdir contou à polícia que chegou a desconfiar dos procedimentos em alguns momentos, mas era tranquilizado pelo suposto gerente, que dizia que aquelas operações eram necessárias para cancelar as transações fraudulentas.
Convencido pela abordagem e pela quantidade de informações que os criminosos tinham sobre sua conta, ele continuou seguindo as instruções e acabou realizando transferências que totalizaram R$ 73.307,50.
O caso foi registrado na Depac Cepol e deverá ser investigado como fraude eletrônica.


