"Estou desesperada", diz mãe de rapaz morto após briga em bar
Kayke Juliano dos Santos Theotônio, 21 anos, foi morto na noite de sábado na Rua 14 de Julho
"Ele era um menino carinhoso, companheiro, amigo. Eu não tenho nem o que falar dele. Sempre foi uma pessoa boa, trabalhador, sentava do meu lado". O relato emocionado é da costureira Patrícia dos Santos, de 44 anos, ao lembrar do filho caçula, Kayke Juliano dos Santos Theotônio. O jovem, de 21 anos, foi assassinado na noite do último sábado (8) após ser esfaqueado no peito durante uma briga na região central de Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Kayke Juliano dos Santos Theotônio, de 21 anos, foi assassinado a facadas durante uma briga em Campo Grande no último sábado. O jovem estava em uma festa quando a confusão começou, e foi encontrado morto pela mãe, a costureira Patrícia dos Santos, no cruzamento das ruas 14 de Julho e Maracaju. Ele deixa uma filha de 3 anos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Sem conseguir assimilar a perda, Patrícia descreve o vazio deixado pela violência. "Foi uma coisa inesperada, a gente não esperava isso. Ele ia na igreja", conta durante a despedida de Kayke na manhã desta segunda-feira (10).
Na noite do crime, Kayke estava em um momento de lazer, segundo a costureira, que ainda não sabe os motivos da briga que terminou com a morte do rapaz. "Ele estava em uma festa com os amigos, sabe? Aí saiu uma briga lá, a gente não sabe o porquê. E acabaram dando uma facada nele", desabafa a mãe.
A notícia do assassinato chegou por meio de conhecidos. A costureira foi até o local onde o crime aconteceu acreditando que encontraria Kayke vivo. No entanto, ao chegar ao cruzamento das ruas 14 de Julho e Maracaju, se deparou com o rapaz morto. "Fiquei sabendo por amigos. Aí na hora eu fui lá, ainda vi meu filho no chão", recorda.
Ainda conforme a mãe, Kayke aceitava todo tipo de trabalho e esperava reatar com a ex-companheira, com quem tinha uma filha de 3 anos. "Ele tinha planos para o futuro. Fazia diárias com serviços gerais, não rejeitava serviço nenhum. Ele estava tentando reatar com a minha ex-nora, com a mãe da filha dele", lamenta Patrícia.
"Nossa, não tem nem o que falar. Eu não sei nem descrever o que estou sentindo, porque é uma perda muito grande. O meu filho mais novo é o caçula. Eu estou acabada por dentro. Estou desesperada. É difícil aceitar", continua.
Até o momento, a família busca respostas e informações concretas sobre quem cometeu o crime. "Uns falam que autor está preso, outros não. O policial falou que está em investigação e qualquer coisa vai me dar informação, porque até agora a gente não sabe de nada", alega.
Mesmo ciente de que a responsabilização do criminoso não trará o caçula de volta, Patrícia cobra rigor das autoridades. "Eu quero justiça. Quero justiça porque, dependendo de qualquer coisa, a gente conhece o filho da gente quando está perto. Quando sai de perto, a gente não sabe quem é, né? Mas para tudo tem que ter justiça".
Sem plano funerário, para garantir um sepultamento de Kayke, amigos e parentes se mobilizaram em uma corrente do bem. "A gente não pagava plano funerário. Fizemos uma vaquinha social. Todo mundo ajudou: amigos, parentes... Todo mundo se juntou. Eu agradeço muito a todo mundo pelo que fez, porque se não fosse por eles, eu não sabia nem o que fazer", finaliza a mãe, emocionada.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da briga e trabalha para identificar o autor do golpe fatal.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.




