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Capital

Ex-militar da Aeronáutica tem pena aumentada por matar a esposa em 2022

Tamerson Ribeiro foi julgado em novembro de 2022, mas MP recorreu pedindo pena por feminicídio

Por Lucia Morel e Ana Beatriz Rodrigues | 27/03/2024 18:18
Tamerson Ribeiro no banco dos réus nesta quarta-feira. (Foto: Paulo Francis)
Tamerson Ribeiro no banco dos réus nesta quarta-feira. (Foto: Paulo Francis)

Um ano e quatro meses depois de ser condenado a 23 anos e quatro meses de reclusão pela morte da então esposa, Natalin Nara Garcia de Freitas Mara, em fevereiro de 2022, o ex-militar da Aeronáutica, Tamerson Ribeiro Lima de Souza, teve a pena aumentada para 24 anos e oito meses. Desta vez, jurados (1 homem e 6 mulheres) acataram pedido da acusação para somar à condenação o crime de feminicídio, descartado no primeiro júri.

Além das qualificadoras de ter cometido homicídio por motivo torpe, meio cruel e ocultação de cadáver, Tamerson também foi condenado por feminicídio. Liliane Garcia de Freitas, 34 anos, mãe de Natalin, disse que a filha não volta mais, “mas pelo menos agora ele pagou pelo feminicídio da mulher que ele diz que amava”, lamentou.

A defesa do réu, feita pelos advogados João Ricardo Batista e Talita Dourado, discordou do resultado ainda em plenário e recorreu da pena aplicada. Entretanto, o resultado aplicado pelos jurados não é passível de recurso. “Vamos recorrer da pena aplicada”, disse Batista.

Tamerson, ex-militar da Aeronáutica, já havia sentado no banco dos réus do Tribunal do Júri. Em 25 de novembro de 2022 ele foi condenado a 23 anos e 4 meses de reclusão, mas o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apelou pela anulação integral do julgamento para submissão do réu a novo júri, uma vez que os jurados não consideraram o caso como um feminicídio durante a decisão da pena. O pedido foi acatado e novo júri ocorreu hoje.

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