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Capital

Ex-prefeito sai em defesa de secretário preso: “tenho certeza que ele é correto"

Maquinhos Trad diz que gestão reduziu tapa-buracos e afirma confiar na “honestidade" de Rudi Fiorese

Por Ângela Kempfer | 12/05/2026 10:44
Ex-prefeito sai em defesa de secretário preso: “tenho certeza que ele é correto"
Marquinhos Trad em entrevista antiga ao Campo Grande News (Foto: Arquivo)

O ex-prefeito de Campo Grande e atual vereador, Marquinhos Trad, saiu em defesa de Rudi Fiorese após a prisão do ex-secretário durante a operação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), realizada nesta terça-feira (12). Segundo ele, os contratos da Sisep passaram por órgãos de controle e não apresentaram irregularidades. “Não foi problema de contrato. Se tiver algo errado, foi na execução da obra. Eu tive aprovação de todos os órgãos de controle. E mais, as denúncias são de 2018 a 2025, ou seja, maior parte fora da minha gestão”, afirmou.

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O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad defendeu o ex-secretário Rudi Fiorese, preso durante operação do Gecoc nesta terça-feira (12). Trad afirmou que os contratos da Sisep foram aprovados por órgãos de controle e que eventuais irregularidades ocorreram na execução das obras, não nos contratos. O ex-prefeito elogiou a conduta de Fiorese e questionou o momento da operação, citando a proximidade das eleições.

O ex-prefeito também elogiou a atuação de Rudi Fiorese à frente da Sisep e disse confiar na conduta do ex-secretário, que atualmente ocupava a presidência da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) antes da exoneração decidida pelo Governo do Estado nesta terça-feira (12), como resposta à operação. “Tenho certeza que ele é correto, honesto e decente. Senão não seria diretor-presidente da Agesul”, declarou.

Segundo o ex-prefeito, foi ele quem trouxe Fiorese da iniciativa privada para o poder público, escolhido após análise técnica do currículo e histórico profissional. “Eu não conhecia o Rudi. Fiz pesquisa técnica, ele era funcionário de empresa privada e eu busquei todos os elementos com chefes para saber quem era essa pessoa. Chamei ele para conversar. Eu convidei e ele aceitou. Nunca me trouxe nenhum contratempo”, afirmou.

Ao comentar a prisão, Marquinhos também criticou operações policiais com grande repercussão pública antes de condenações definitivas. “Quantas operações midiáticas já terminaram com pessoas inocentadas?”, questionou.

Marquinhos também levantou suspeitas sobre o momento da operação. “Uma coisa me chama atenção: a proximidade das eleições”, declarou.

Durante a entrevista ao Campo Grande News, o ex-prefeito afirmou que uma das prioridades da gestão foi reduzir gradualmente os contratos de tapa-buracos e ampliar obras de recapeamento, por considerar a segunda alternativa mais eficiente e duradoura. Segundo ele, a mudança começou já em janeiro de 2017, nos primeiros atos da administração, e seguiu até 2022.

“Tinha muito buraco e precisava de dinheiro. A sequência até 2022 era a substituição do tapa-buraco por recapeamento”, disse. De acordo com Marquinhos, a estratégia era baseada em estudos técnicos elaborados pelo CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul) e pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

“Era muito mais fundamentado em estudo do CREA e da UFMS, que mostrava que valia mais recapear do que tapar buraco. Um buraco é tapado e vai voltar a abrir com a chuva, porque a raiz dele está machucada. A tendência de reabrir é de 60%”, afirmou.

O ex-prefeito ainda explicou que a orientação técnica da prefeitura era recapear ruas inteiras quando o desgaste atingia determinado nível. “Se tem mais de dez buracos, era recapeamento na quadra”, resumiu.