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Economia

Dólar sobe a R$ 5,11 com impasse sobre Estreito de Ormuz e alta do petróleo

Moeda avança 0,53% nesta segunda (10), enquanto Ibovespa recua 0,19% e fecha aos 172 mil pontos

Por Gustavo Bonotto | 10/08/2026 19:18
Dólar sobe a R$ 5,11 com impasse sobre Estreito de Ormuz e alta do petróleo
Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou em alta de 0,53% nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,1106, com investidores atentos ao impasse entre Irã e Estados Unidos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A indefinição sobre a passagem de embarcações elevou o preço do petróleo e aumentou a cautela nos mercados. O Ibovespa recuou 0,19% e encerrou aos 172.180 pontos.

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O dólar fechou em alta de 0,53% nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,1106, impulsionado pelo impasse entre Irã e Estados Unidos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A indefinição elevou o petróleo em cerca de 5%, com o Brent a US$ 87,74. O Ibovespa recuou 0,19%, aos 172.180 pontos. No ano, o dólar acumula queda de 6,89%, enquanto o índice avança 6,86%.

A moeda americana acumula alta de 0,53% na semana e de 0,81% em agosto. No ano, porém, o dólar registra queda de 6,89%. O Ibovespa soma perda de 3,27% no mês e avanço de 6,86% em 2026.

O petróleo subiu cerca de 5% diante das dúvidas sobre a oferta global. O barril do Brent, referência internacional, avançou 5,01%, para US$ 87,74, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) subiu 5,13%, a US$ 82,19. O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não pretende reabrir a passagem enquanto os Estados Unidos não atenderem às condições apresentadas por Teerã. Entre as exigências estão o fim do bloqueio naval e das sanções americanas, além da liberação de ativos iranianos congelados. O governo iraniano também cobra a retirada de tropas americanas das proximidades do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), rejeitou a cobrança de indenizações feita pelo Irã. Washington também exige garantias de segurança para a navegação pelo estreito e mudanças no programa nuclear iraniano. As divergências mantêm as dúvidas sobre quando o tráfego comercial poderá voltar ao normal.

O mercado também acompanha nesta semana novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. Os indicadores americanos podem influenciar as expectativas sobre as próximas decisões de juros do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos. No Brasil, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada nesta terça-feira (11).