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Capital

Executado em carro era réu por perseguir e atirar em servidor público

Tiago Lobo, 30 anos, tirou a tornozeleira eletrônica na quinta-feira e acabou sendo morto no sábado

Por Ana Paula Chuva | 30/11/2025 10:42
Executado em carro era réu por perseguir e atirar em servidor público
Corpo de Tiago coberto no local onde foi executado (Foto: Juliano Almeida)

Executado a tiros dentro de um HB20 na Rua West Point, Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, no final da tarde de sábado (29), Tiago Lobo, 30 anos, era réu por perseguir e atirar em um servidor público estadual. O homem havia tirado a tornozeleira eletrônica na quinta-feira (27).

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Tiago Lobo, de 30 anos, foi executado a tiros dentro de um HB20 em Campo Grande, três dias após retirar sua tornozeleira eletrônica. O homicídio ocorreu na Rua West Point, no Bairro Danúbio Azul, no final da tarde de sábado.A vítima era réu por tentativa de homicídio contra um servidor público de 50 anos, ocorrida em abril deste ano. Na ocasião, Tiago atirou contra o funcionário público, que foi atingido no tórax e na região lombar. Ele possuía histórico criminal, incluindo passagens por violência doméstica.

Tiago foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em maio deste ano. Segundo o documento, no dia 24 de abril, ele tentou matar o servidor público de 50 anos. O crime aconteceu na Rua José Ribeiro de Sá Carvalho, Bairro Vila Nasser. Na ocasião, a vítima havia ido até a casa da ex-companheira para lhe entregar uma flor e saía do local a pé.

O autor era vizinho da mulher e saiu de casa em um carro com outro homem não identificado. Eles acompanharam a vítima pelo caminho e, quando o servidor ficou de costas, Tiago, que era passageiro do veículo, atirou diversas vezes.

A vítima foi atingida no tórax, do lado direito e na região lombar, à esquerda. Ele correu para sua casa e em seguida foi levado para atendimento médico na Santa Casa, onde passou por cirurgia e ficou dias internado em estado grave.

Tiago acabou sendo preso em flagrante. Em depoimento ele negou o crime, mas na casa do homem, os policiais encontraram uma pistola Caramuru calibre 22 com 8 munições. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão substituída por medidas cautelares, entre elas o monitoramento eletrônico.

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida aceitou a denúncia contra o autor no dia 30 de maio deste ano, e ele virou réu pela tentativa de homicídio. No dia 24 de novembro, foi autorizada a desativação da tornozeleira eletrônica e três dias depois, Tiago retirou o equipamento. Ele tinha passagens por violência doméstica.