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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

01/08/2011 18:18

Falta de remédios na rede pública deixa pacientes psiquiátricos sem medicação

Paula Maciulevicius

Desempregado, homem diz que CAPS não deu nem previsão de quando chegam os remédios

Com receita em mãos, homem sai do Caps sem medicamento para controle de convulsão. (Foto: João Garrigó)Com receita em mãos, homem sai do Caps sem medicamento para controle de convulsão. (Foto: João Garrigó)

Com dois remédios controlados em falta, pacientes psiquiátricos que dependem da rede pública ficam sem a medicação ou precisam tirar do próprio bolso por algo que deveria ser gratuito.

Na Capital, há pelo menos dois meses, os medicamentos Lítio e Clonazepam têm deixado doentes psiquiátricos sem tratamento, por estarem em falta. O primeiro deles é receitado como estabilizador de humor em doenças bipolares, para o controle entre a euforia e a depressão. Já o Clonazepam, tem a função de anticonvulsivante e ansiolítico, medicado também em casos de síndrome do Pânico.

A Secretaria Municipal de Saúde afirma que tem orientado os médicos para que substituam na receita, os remédios que estão faltando por outros disponíveis na rede. “O paciente não vai embora sem”, garante a assessora técnica de Saúde Mental, Maria Leonete Simioli.

E se não tem aquele que possa substituir, a coordenadoria de Saúde Mental oferece através do Núcleo de Serviço Social, que se monte um processo pedindo que a prefeitura compre o medicamento, explica Leonete Simioli.

Na Farmácia do Centro, falta de medicação tem feito pacientes saírem de maõs vazias até a farmácia mais próxima. (Foto: João Garrigó)Na Farmácia do Centro, falta de medicação tem feito pacientes saírem de maõs vazias até a farmácia mais próxima. (Foto: João Garrigó)

Na prática, parece não ser bem assim. O paciente psiquiátrico que está desempregado procura o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) da Vila Planalto para trocar as receitas, pelos medicamentos. Sai com uma sacola em mãos e sem saber o que fazer, foi mandado de volta para casa sem um dos medicamentos, justo o que controla as convulsões e a ansiedade e funciona também como estabilizador de humor, o clonazepam.

Ao Campo Grande News ele conta que é a primeira vez que fica sem e que a atendente disse que ele vai precisar comprar, na média R$ 12 cada frasco. “Eles disseram que não tem em nenhum posto, mas são R$ 12 e eu preciso de três”, conta.

Sem emprego, ele diz que não tem como comprar e que o jeito é esperar. “Só falaram para ligar para ver quando chega, mas não deram nem previsão. Preciso para dois meses, até esses que eles deram não chega até lá”, completa.

A Secretaria de Saúde confirma que não tem previsão e que a falta está por conta do Estado e do Ministério da Saúde que estão atrasados com o repasse. “Às vezes um medicamento não pode ser substituído mesmo, quando se trata de doença psiquiátrica, mas a gente aconselha para substituir”, reafirma Leonete.



É triste ver que o sistema de saúde como um todo está em falência. O ministério da saúde e o estado não repassam as verbas, e como a saúde é municipalizada, a batata cai nas mãos da prefeitura. Eu acho isso injusto, porque na verdade não há nenhuma regulamentação desses repasses. A conta das prefeituras só faz aumentar, vira uma bola de neve. O Estado e a União parecem ignorar a situação. Me pergunto por que com tanto deputado e senador eleito por nós para trabalhar ficam sem fazer nada em Brasília. ALÕ, BANCADA FEDERAL!!! AS CIDADES DOS BRASIL PEDEM SOCORRO!
 
Marluce Veras em 02/08/2011 08:45:36
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