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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

15/02/2014 10:39

Família de policial morto em confronto pede mudança no Estatuto

Luciana Brazil
Familiares e amigos fazem passeata em Campo Grande para pedir alteração de lei complementar. (Fotos: Marcos Ermínio)Familiares e amigos fazem passeata em Campo Grande para pedir alteração de lei complementar. (Fotos: Marcos Ermínio)

Em protesto na manhã de hoje (15), parentes e amigos do policial militar Luiz Pedro de Souza Gomes, 33 anos, morto no dia 14 de novembro de 2013, em um confronto entre policiais da Força Nacional de Segurança e moradores do Distrito de Rio Pardo, em Rondônia, caminharam pelas ruas do centro da Capital com um abaixo-assinado para alterar o Estatuto dos Policias Militares do Estado.

Equipadas com um pequeno carro de som, cerca de 15 pessoas participaram da passeata e devem permanecer no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho durante todo dia. A intenção é colher assinaturas para exigir a mudança da lei complementar 053/1990, do artigo 47. Inicialmente, eles esperam colher pelo menos 10 mil assinaturas. Mas para que a lei possa ser alterada são exigidas 100 mil assinaturas.

O artigo especifica as regras para pensão de dependentes, em caso de morte do militar. Segundo o texto, a mãe da vítima só poderia receber o benefício se fosse viúva. Mas a mãe de Pedro, a funcionária pública Corina de Souza Gomes, 57 anos, não é viúva.

Pelo caminho, as assinaturas eram sendo colhidas. Pelo caminho, as assinaturas eram sendo colhidas.
Maria diz que irmão estava cedido à Força Nacional de Segurança. Maria diz que irmão estava cedido à Força Nacional de Segurança.

O marido foi embora há muitos anos, quando os filhos ainda eram pequenos. Mãe de quatro filhos, Corina quer agora receber a pensão do filho, já que ele era divorciado e não tinha filhos.

Os familiares pedem que “independente de ter ou não remuneração e independente de seu estado civil”, a mãe possa receber a pensão do filho.

Maria Márcia de Souza, 34 anos, irmã do policial, diz que a mãe trabalha em uma escola, mas o dinheiro é pouco e Luiz Pedro é quem ajudava em casa.

“A lei diz que ela só poderia receber se fosse viúva, mas ela é viúva de marido vivo”, disse.

Durante a passeata, no carro de som, Corina pedia ajuda e em alguns momentos chegou a chorar.

Luiz Pedro levou um tiro no ombro durante confronto entre moradores do Distrito de Rio Pardo e policiais da Força Nacional. Segundo a irmã, quando morreu Luiz Pedro estava cedido para Força por 165 dias.

“Ele foi ajudar a resgatar policiais federais e servidores do Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente) que estavam ilhados quando houve esse confronto”, lembrou Maria.

Ainda conforme ela, estão em andamento três processos criminais que investigam o ocorrido. “Um processo foi instaurado em Rondônia, um no Distrito Federal, porque ele estava na Força Nacional, e outro será aberto aqui no Estado. A PM daqui vai abrir sindicância para apurar a morte do meu irmão”, contou.

Quando morreu Luiz Pedro era soldado estudando para ser cabo. Com a morte, o policial sobe automaticamente duas patentes, e Luiz Pedro foi enterrado com 2° sargento.



Estamos aqui torcendo muito para que logo, esse numero de assinaturas seja atingido. Fim do mês estamos aí pra ajudar nessa luta.
 
Evelyn Santos em 17/02/2014 14:38:40
Desculpe-nos Corina sabemos de sua dor e sua batalha todos os dias. Estávamos trabalhando por isso não fomos a passeata mas estamos com vc nessa luta. Sabemos do amor do Pedro por vc e vc por ele. Ele nos faz muita falta. Fique com Deus.
 
ADRIANA OLIVEIRA em 16/02/2014 09:30:05
"Um beija-flor foi busca água no mar... para apagar um incêndio,ao ser criticado respondeu só estou estou fazendo a minha parte"
 
corinasouza em 15/02/2014 22:50:58
Obrigada a todos os envolvidos hoje nessa passeata. Agradecemos também ao apoio do Campo Grande News com a matéria. Para os que não puderam ou não souberam desse abaixo assinado, peço a todos que nos ajudem nessa causa, estaremos todos os sábados na rua 14 de Julho com a Barão do Rio Branco até que consigamos a nossa meta de 100.000 assinaturas.
 
Andréia Nunes em 15/02/2014 20:54:21
Obrigado Campo Grande News por vocês existirem, a família do Soldado Luis Pedro agradecem pela participação na passeata. Também agradecemos a todos que colaboraram hoje na assinatura do abaixo assinado. Estaremos todos os sábados na rua 14 de Julho com a Barão do Rio Branco até que possamos atingir o nosso objetivo que é um total de 100.000 assinaturas.
 
Ailton Carlos em 15/02/2014 20:48:18
Justo seria uma indenização do governo federal para a família do policial como também uma outra compensação vinda das ongs ambientalistas nacionais e internacionais ,que interferem muitíssimo na política nacional
 
gladis alaia em 15/02/2014 13:33:29
Para descriminalizar a maconha precisou de 20 mil assinatura. O senador falou que foi muita gente e precisa analisar com carinho o processo. Pra mudar um estatuto 100 mil? Que m...
 
Tino Barbosa em 15/02/2014 12:28:06
apoiado
 
VALMIR MOURA FÉ em 15/02/2014 12:18:43
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