ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, QUINTA  05    CAMPO GRANDE 22º

Jogo Aberto

“Bolsonarismo raiz” dita regras do PL para 2026

Por José Cândido, Kamila Alcântara e Fernanda Palheta | 05/03/2026 06:00
“Bolsonarismo raiz” dita regras do PL para 2026
Manifestantes durante protesto pela anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Bolsonarismo raiz – Nos bastidores da política em Brasília, especialmente no chamado reduto bolsonarista, a palavra de ordem para 2026 já está definida: fidelidade. E fidelidade, neste caso, significa alinhamento total ao que lideranças do grupo classificam como “bolsonarismo raiz”. A estratégia em discussão dentro do PL (Partido Liberal) é clara: as candidaturas ao Senado deverão ser escolhidas a dedo, com critérios políticos e ideológicos bem delimitados. Mais do que capital eleitoral ou estrutura partidária, o que pesa na balança é o histórico de engajamento nas bandeiras levantadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Vestindo a camisa – Fontes ligadas à cúpula do partido afirmam que, para entrar na disputa, o candidato precisará demonstrar participação ativa nas mobilizações que marcaram o período pós-governo Bolsonaro. Entre os sinais de alinhamento observados pelo grupo estão a defesa pública dos presos pelos atos de 8 de janeiro, a presença em manifestações e a participação em atos que pediram a liberdade do ex-presidente. Em outras palavras, não basta ser bolsonarista — é preciso provar que esteve na linha de frente.

Disputa interna – Em Mato Grosso do Sul, a corrida já começou nos bastidores. Pelo menos quatro nomes disputam as duas vagas que o PL pretende lançar ao Senado, o que significa que metade dos aspirantes ficará pelo caminho. A filtragem das candidaturas deve ocorrer diretamente com a articulação das lideranças nacionais do partido, que querem evitar disputas internas fragmentadas e garantir que os escolhidos representem, de forma inequívoca, o discurso do movimento.

Fé e lealdade – A lógica é simples: quem esteve nas ruas, nas manifestações e na defesa das pautas do bolsonarismo terá vantagem na largada. O movimento sinaliza uma mudança importante na estratégia eleitoral do grupo. Se em eleições anteriores o foco esteve na viabilidade eleitoral e na capilaridade regional, agora o eixo central parece ser a lealdade política e ideológica.

Trincheira no Senado – Nos corredores de Brasília, a avaliação é de que o Senado se tornou peça-chave para o campo conservador. A meta é formar uma bancada alinhada que funcione como trincheira institucional do bolsonarismo no Congresso. Nesse cenário, a disputa em Mato Grosso do Sul tende a ser intensa — e silenciosa. Afinal, enquanto quatro nomes disputam espaço, dois inevitavelmente ficarão fora do jogo antes mesmo de a campanha começar. E, na seleção que se desenha, o currículo eleitoral pode pesar menos do que o histórico de militância política nas ruas.

Visita – O deputado federal Vander Loubet (PT) confirmou a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, na COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, que será realizada no próximo dia 23 em Campo Grande. Segundo o parlamentar, também existe expectativa de participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a vinda ainda não foi confirmada oficialmente.

O evento – Na capital sul-mato-grossense, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve reunir representantes de mais de 130 países para discutir a proteção de animais silvestres migratórios e colocar o Pantanal no centro do debate ambiental internacional.

Use com moderação – A Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) resolveu organizar a “bagunça” depois que começou a equipar servidores com coletes à prova de bala para atuar em áreas de conflito. Só que, pelo visto, estava tudo meio solto. Então, nova portaria nova dizendo basicamente o seguinte: colete não é acessório de servidor, é equipamento controlado.

Controle – Agora tem regra para guardar, emprestar, usar e devolver. Só pode usar em serviço, principalmente em missões consideradas de risco, como fiscalização em terras indígenas ou mediação de conflitos. Quem pegar colete vai ter que assinar termo, fazer treinamento e devolver depois. Se perder, emprestar ou usar fora do trabalho, pode responder administrativamente. Em resumo, a Funai colocou ordem no uso de um equipamento que virou cada vez mais necessário em operações consideradas sensíveis.

Celeridade – Com a retomada dos trabalhos da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), cobrou durante a sessão nesta quarta-feira (4) o empenho das comissões de mérito da Casa de Leis para a pauta andar. No primeiro mês do ano legislativo, os deputados estão votando cerca de dois projetos por sessão.