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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

04/12/2017 16:58

Ferido no pescoço, peão atravessa rio e pede ajuda para se salvar

Três homens foram presos e todos confessaram participação em atentado

Guilherme Henri e Geisy Garnes
Da esquerda para direita Anderson Cabral da Silva, Tiago Gregório Moreira e Luiz Carlos Espíndola Silva (Foto: Geisy Garnes)Da esquerda para direita Anderson Cabral da Silva, Tiago Gregório Moreira e Luiz Carlos Espíndola Silva (Foto: Geisy Garnes)

A Polícia Civil prendeu três homens que são os principais suspeitos de tentar matar a facadas o peão Airton da Silva Cordeiro, 30 anos, em um haras na região do Rancho Paraíso, em Campo Grande.

Tiago Gregório Moreira, 29 anos, Luiz Carlos Espíndola Silva, 25 anos e Anderson Cabral da Silva, 29 anos, foram presos na última sexta-feira (1º). Eles confessaram o crime, depois de a polícia descobrir que, além de esfaquear a vítima no pescoço, os suspeitos tentaram se livrar do corpo jogando em um rio.

O trio achava que Airton não sobreviveria ao ataque. Mas ele acordou em meio à correnteza, nadou até a margem, andou por uma plantação e foi salvo por bombeiros em uma estrada vicinal a 20 quilômetros da cena do crime.

Em coletiva de imprensa, realizada na tarde desta segunda-feira (4), o delegado responsável pelas investigações Carlos Delano, da Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) disse que o crime foi motivado por uma discussão banal.

Veja as imagens capturadas pela polícia: 

Detalhes - Os suspeitos e a vítima estavam bebendo no haras, na noite de quinta-feira (30). Anderson é patrão de Ailton e Luiz. Já Tiago é primo de Anderson e estava a passeio no local.

Em meio à bebedeira, os homens discutiram. Imagens capturadas pela polícia de câmeras de segurança do haras mostram o momento exato da confusão. Contudo, após o que parece ser a briga os homens e a vítima vão para outro local.

Após este momento, eles reaparecem já carregando a vítima, que aparentemente está desacordada. “Investigamos se neste outro local que não é filmado os suspeitos espancaram Ailton ou se ali eles o tentaram matar de outra maneira mas, não conseguiram”, revela o delegado.

Ailton é colocado na carroceria de uma caminhonete Hilux, que conforme apurado pela polícia é de Anderson. “Tiago confessou que eles levaram Ailton até uma plantação de soja próximo ao Haras. Lá, ele assume que esfaqueou a vítima duas vezes no pescoço e depois com a ajuda dos comparsas jogaram o corpo em um rio, pois tinham a convicção que a vítima estava morta ”, detalha.

Momento em que suspeitos carregam Ailton para caminhonete (Foto: Reprodução)Momento em que suspeitos carregam Ailton para caminhonete (Foto: Reprodução)

Sobrevivente – Enquanto os suspeitos voltavam ao rancho, Ailton iniciava a luta pela vida. Mesmo ferido, ele conseguiu nadar até a margem do rio, andou pela mesma plantação onde foi esfaqueado e esperou por ajuda em uma estrada vicinal entre a BR-040, que dá acesso a BR-163.

“Um casal de idosos passou pela manhã de sexta-feira e encontrou Ailton completamente nu. Eles chamaram o Corpo de Bombeiros, que levaram a vítima em estado grave até a Santa Casa de Campo Grande”, diz.

A Polícia Militar chegou a ser chamada e foi até o Haras onde perguntou aos suspeitos sobre Ailton. Contudo, o trio afirmou que a vítima tinha saído de lá e eles não sabiam seu paradeiro.

Imagens - Simultaneamente moradores ligaram para investigadores da Derf e passaram algumas pistas sobre o crime. Os policiais foram até o haras e lá descobriram as imagens do atentado.

No dia seguinte ao crime, suspeitos parecem debochar de vítima (Foto: Reprodução)No dia seguinte ao crime, suspeitos parecem debochar de vítima (Foto: Reprodução)

O que chocou a polícia é que na manhã seguinte ao crime, os suspeitos são filmados conversando e o que parece é que debocham ao compartilharem a maneira como Ailton foi esfaqueado.

Neste momento Luiz e Tiago foram presos em flagrante. Já Anderson foi encontrado à tarde pela Polícia Militar. Todos passaram por audiência de custódia ainda nesta manhã e tiveram suas prisões preventivas decretadas.

“A vítima passou o fim de semana em coma induzido na Santa Casa. A informação é de que ela acordou hoje e diz se lembrar apenas do momento em que acordou na água. Ao ser questionado sobre os suspeitos Ailton chorou. Devido seu estado o depoimento oficial ainda não foi colhido”, explica o delegado.

Durante coletiva, os suspeitos tentaram se defender dizendo que "o sangue quente e a cachaça" acabaram fazendo com que eles cometessem o crime. 



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