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Capital

Fiação caída desafia condutores e agência prepara 2ª fase de "Limpa Fios"

Comerciantes improvisam para conter cabos soltos na Rua Dom Aquino

Por Maurício Aguiar e Bruna Melo | 10/10/2026 13:01

A fiação solta ou clandestina continua causando transtornos em Campo Grande. Neste sábado (10), o Campo Grande News esteve no cruzamento das ruas Dom Aquino e Arthur Jorge e observou um fio amarelo solto, pendurado quase na altura da placa de sinalização.

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Fio solto de provável serviço de internet, no cruzamento das ruas Dom Aquino e Arthur Jorge, em Campo Grande, enrosca em veículos e preocupa moradores. A Energisa afirma que a responsabilidade é das empresas de telecomunicações e enviará equipe ao local. A Agems, que já recolheu 45 mil metros de fios no Centro com o projeto Limpa Fios, retomará a ação em novembro nos bairros e no interior, e cobra resposta da Anatel.

Segundo moradores e comerciantes da região, o cabo solto, aparentemente de serviços de internet, tem causado transtornos no local, com veículos enroscando na fiação. Para tentar amenizar o perigo de acidentes, comerciantes se juntaram para enrolar o fio temporariamente, mas preferiram não cortá-lo por medo de sofrer uma descarga elétrica.

Procurada pela reportagem, a Energisa esclareceu em nota que os postes de energia elétrica são compartilhados por empresas de telefonia, internet e TV a cabo, que são as responsáveis diretas pela instalação e manutenção de suas próprias redes.

A concessionária ressaltou que realiza fiscalizações constantes e notifica as empresas de telecomunicações quando identifica fiações fora dos padrões técnicos e de segurança.

Diante da situação específica registrada no cruzamento das ruas Dom Aquino e Arthur Jorge, a Energisa informou que enviará uma equipe técnica ao local para avaliar a estrutura, eliminar o risco imediato e notificar a empresa proprietária do cabo.

Fiação caída desafia condutores e agência prepara 2ª fase de "Limpa Fios"

Projeto piloto – A situação identificada no Centro reflete um problema histórico enfrentado na Capital e em diversos municípios do país. Para combater o emaranhado de cabos inativos e irregulares, a Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) criou um projeto piloto pioneiro em parceria com a Prefeitura de Campo Grande e a Energisa.

O diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, revelou que a força-tarefa na região central já recolheu 45 mil metros de fios.

“Nós suprimimos 45 mil metros de fios no Centro e ninguém reclamou. Isso demonstra claramente que eram fiações sem uso, clandestinas ou abandonadas. Tinha de tudo: fiação clandestina de internet e até fios esquecidos da antiga Telems”, explicou Carlos Alberto de Assis.

Após a conclusão da fase inicial no Centro, as instituições envolvidas realizaram reuniões de avaliação para mapear acertos e alinhar os próximos passos. “Vamos retomar a operação agora em novembro. O Limpa Fios vai voltar para atender os bairros de Campo Grande e também será levado para outras cidades do interior do Estado”, afirmou.

Carlos Assis destacou que a limpeza do cabeamento vai além da questão estética e urbanística, sendo uma medida urgente de segurança pública. “É uma necessidade real. Esses cabos soltos causam acidentes graves e até mortes, representando um perigo constante, principalmente para motociclistas, motoentregadores e ciclistas”, alertou.

Por envolver diversas fiações e riscos operacionais, o projeto conta com o apoio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), das Guardas Municipais e das prefeituras para garantir o recolhimento do material e a fiscalização contra redes clandestinas.

O presidente da Agems cobrou ainda uma postura mais ativa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na fiscalização de cabos inativos mantidos pelas operadoras, revelando que o órgão federal já foi questionado três vezes pela agência estadual sem emitir resposta.

Por outro lado, o diretor ressaltou a parceria com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que tem acompanhado os resultados do projeto de Mato Grosso do Sul para usá-lo como modelo de referência aplicável em todo o Brasil.

Na Agems, a coordenação e o mapeamento dos pontos críticos do projeto estão sob a responsabilidade da Diretoria de Gás Canalizado, Energia e Mineração.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.