Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital
Promoção para a Copa do Mundo acabou virando dor de cabeça em diversos estabelecimentos pela cidade
Em busca das cobiçadas figurinhas do álbum oficial da Copa do Mundo, consumidores têm retirado os rótulos especiais de garrafinhas da Coca-Cola em supermercados de Campo Grande, causando prejuízos e preocupação aos comerciantes. É só olhar na prateleira para perceber a ação dos larápios em diferentes supermercados, conveniências e redes atacadistas da Capital e já levou alguns estabelecimentos a adotar medidas para evitar novas ocorrências.
RESUMO
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Consumidores em Campo Grande estão retirando rótulos de garrafas de Coca-Cola em supermercados para obter figurinhas exclusivas do álbum da Copa do Mundo, em parceria com a Panini. A prática tem causado prejuízos aos comerciantes, pois produtos violados perdem a identificação para venda e não são repostos pelas distribuidoras. Estabelecimentos adotaram medidas como o uso de fitas adesivas e o reposicionamento de geladeiras para os caixas visando coibir os furtos e garantir a segurança.
A reportagem visitou locais para verificar a situação das embalagens promocionais da Coca-Cola. No Atacadão da Avenida Costa e Silva e no Assaí da Avenida Fábio Zahran, a equipe encontrou garrafas de 600 ml sem os rótulos especiais. Além disso, comerciantes relataram casos semelhantes no Fort Atacadista, localizado no Jardim Nhanhá.
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Neste ano, o álbum oficial da Copa do Mundo ganhou uma página exclusiva da Coca-Cola após parceria firmada com a Panini. Ao todo, 14 jogadores podem ser encontrados nas embalagens participantes da campanha, entre eles Harry Kane, Lamine Yamal, Virgil van Dijk e Gabriel Magalhães.
Os colecionáveis estão disponíveis em embalagens de 600 ml e 2,5 litros da Coca-Cola Original e da Coca-Cola Zero Açúcar. A expectativa da empresa é distribuir as unidades promocionais até 15 de junho em mercados de todo o Brasil.

No Jardim Nhanhá, o gerente do Supermercado União, Wesley Gonçalves, de 31 anos, afirma que os casos registrados no estabelecimento foram pontuais, mas suficientes para causar transtornos.
“Aqui foram poucas garrafinhas que tiraram o rótulo para pegar a figurinha. Se eu não me engano, foram umas três ou quatro garrafinhas que a gente encontrou. Mas já vi pessoas de outros estabelecimentos reclamando que estão tendo bastante problema com isso”, relata.
Segundo ele, o prejuízo vai além da perda da figurinha. “É ruim porque a gente acaba não conseguindo vender o refrigerante. Sem o rótulo, como vai registrar a saída? O cliente vê a garrafa sem identificação e também não quer levar. Isso acaba gerando perda para o supermercado”, explica.
Wesley conta ainda que viu, pela internet, exemplos de mercados que passaram a utilizar fitas transparentes ao redor das embalagens para dificultar a retirada dos rótulos, mas afirma que ainda não foi necessário adotar medidas semelhantes em seu estabelecimento.
“Não tivemos uma quantidade tão grande para justificar isso. Mas vimos muita gente comprando a Coca-Cola justamente para conseguir as figurinhas”, comenta.
Já no Mercado Bandeiras, na Vila Carvalho, o problema levou a mudanças na disposição dos produtos dentro da loja. O gerente Lucas Nascimento, de 30 anos, relata que algumas pessoas retiravam as figurinhas e devolviam as garrafas às prateleiras sem que os funcionários percebessem.
“Tivemos casos em que o pessoal tirou o rótulo da embalagem para pegar a figurinha. Isso é ruim porque o produto fica sem a etiqueta necessária para passar no caixa. Por conta disso, tiramos a geladeira expositora de bebidas do fundo do mercado e colocamos mais próxima dos caixas”, explica.
De acordo com ele, a estratégia busca aumentar a vigilância sobre os produtos promocionais. “A pessoa pega a figurinha, devolve a Coca-Cola e ninguém percebe. Agora, com a geladeira perto dos caixas, fica mais fácil controlar. Quando vê que está todo mundo olhando, já não tem como furtar”, afirma.
Lucas destaca que o prejuízo é ainda maior porque as garrafas violadas não podem ser comercializadas e, em muitos casos, também não são substituídas pela distribuidora.
“Sem o rótulo não tem como passar no sistema e fazer a venda. E a empresa responsável também não faz a troca do produto violado. Então o prejuízo fica para o mercado”, lamenta.
As garrafinhas promocionais começaram a chegar aos estabelecimentos da Capital no início de maio. Mesmo com as medidas adotadas, o gerente afirma que ainda observa consumidores manuseando as embalagens em busca das figurinhas.
“Tem gente que fica virando a garrafinha para tentar derrubar a figurinha para baixo e descobrir qual jogador está ali”, relata.
Além das figurinhas físicas, a campanha também permite que os consumidores escaneiem um QR Code presente nos rótulos para criar figurinhas digitais personalizadas e acessar um sistema de localização de pontos de troca dos itens por meio do site oficial da Coca-Cola.
Enquanto a promoção segue movimentando colecionadores, comerciantes tentam equilibrar o sucesso da campanha com a necessidade de evitar que a busca pelos itens acabe gerando prejuízos nas prateleiras.





