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Capital

Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital

Promoção para a Copa do Mundo acabou virando dor de cabeça em diversos estabelecimentos pela cidade

Por Judson Marinho | 10/06/2026 07:57
Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital
Garrafa de 600ml da Coca-Cola sem o rotúlo no setor de bebidas do Atacadão (Foto: Maya Severino)

Em busca das cobiçadas figurinhas do álbum oficial da Copa do Mundo, consumidores têm retirado os rótulos especiais de garrafinhas da Coca-Cola em supermercados de Campo Grande, causando prejuízos e preocupação aos comerciantes. É só olhar na prateleira para perceber a ação dos larápios em diferentes supermercados, conveniências e redes atacadistas da Capital e já levou alguns estabelecimentos a adotar medidas para evitar novas ocorrências.

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Consumidores em Campo Grande estão retirando rótulos de garrafas de Coca-Cola em supermercados para obter figurinhas exclusivas do álbum da Copa do Mundo, em parceria com a Panini. A prática tem causado prejuízos aos comerciantes, pois produtos violados perdem a identificação para venda e não são repostos pelas distribuidoras. Estabelecimentos adotaram medidas como o uso de fitas adesivas e o reposicionamento de geladeiras para os caixas visando coibir os furtos e garantir a segurança.

A reportagem visitou locais para verificar a situação das embalagens promocionais da Coca-Cola. No Atacadão da Avenida Costa e Silva e no Assaí da Avenida Fábio Zahran, a equipe encontrou garrafas de 600 ml sem os rótulos especiais. Além disso, comerciantes relataram casos semelhantes no Fort Atacadista, localizado no Jardim Nhanhá.

Neste ano, o álbum oficial da Copa do Mundo ganhou uma página exclusiva da Coca-Cola após parceria firmada com a Panini. Ao todo, 14 jogadores podem ser encontrados nas embalagens participantes da campanha, entre eles Harry Kane, Lamine Yamal, Virgil van Dijk e Gabriel Magalhães.

Os colecionáveis estão disponíveis em embalagens de 600 ml e 2,5 litros da Coca-Cola Original e da Coca-Cola Zero Açúcar. A expectativa da empresa é distribuir as unidades promocionais até 15 de junho em mercados de todo o Brasil.

Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital
Garrafa de 600ml da Coca-Cola sem o rotúlo em geladeira de bebidas do Açai Atacadista (Foto: Maya Severino)

No Jardim Nhanhá, o gerente do Supermercado União, Wesley Gonçalves, de 31 anos, afirma que os casos registrados no estabelecimento foram pontuais, mas suficientes para causar transtornos.

“Aqui foram poucas garrafinhas que tiraram o rótulo para pegar a figurinha. Se eu não me engano, foram umas três ou quatro garrafinhas que a gente encontrou. Mas já vi pessoas de outros estabelecimentos reclamando que estão tendo bastante problema com isso”, relata.

Segundo ele, o prejuízo vai além da perda da figurinha. “É ruim porque a gente acaba não conseguindo vender o refrigerante. Sem o rótulo, como vai registrar a saída? O cliente vê a garrafa sem identificação e também não quer levar. Isso acaba gerando perda para o supermercado”, explica.

Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital
 Wesley Gonçalves em entrevista para o Campo Grande News (Foto: Maya Severino)

Wesley conta ainda que viu, pela internet, exemplos de mercados que passaram a utilizar fitas transparentes ao redor das embalagens para dificultar a retirada dos rótulos, mas afirma que ainda não foi necessário adotar medidas semelhantes em seu estabelecimento.

“Não tivemos uma quantidade tão grande para justificar isso. Mas vimos muita gente comprando a Coca-Cola justamente para conseguir as figurinhas”, comenta.

Já no Mercado Bandeiras, na Vila Carvalho, o problema levou a mudanças na disposição dos produtos dentro da loja. O gerente Lucas Nascimento, de 30 anos, relata que algumas pessoas retiravam as figurinhas e devolviam as garrafas às prateleiras sem que os funcionários percebessem.

“Tivemos casos em que o pessoal tirou o rótulo da embalagem para pegar a figurinha. Isso é ruim porque o produto fica sem a etiqueta necessária para passar no caixa. Por conta disso, tiramos a geladeira expositora de bebidas do fundo do mercado e colocamos mais próxima dos caixas”, explica.

Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital
Gerente Lucas Nascimento, do Mercado Bandeiras (Foto: Maya Severino)

De acordo com ele, a estratégia busca aumentar a vigilância sobre os produtos promocionais. “A pessoa pega a figurinha, devolve a Coca-Cola e ninguém percebe. Agora, com a geladeira perto dos caixas, fica mais fácil controlar. Quando vê que está todo mundo olhando, já não tem como furtar”, afirma.

Lucas destaca que o prejuízo é ainda maior porque as garrafas violadas não podem ser comercializadas e, em muitos casos, também não são substituídas pela distribuidora.

“Sem o rótulo não tem como passar no sistema e fazer a venda. E a empresa responsável também não faz a troca do produto violado. Então o prejuízo fica para o mercado”, lamenta.

As garrafinhas promocionais começaram a chegar aos estabelecimentos da Capital no início de maio. Mesmo com as medidas adotadas, o gerente afirma que ainda observa consumidores manuseando as embalagens em busca das figurinhas.

“Tem gente que fica virando a garrafinha para tentar derrubar a figurinha para baixo e descobrir qual jogador está ali”, relata.

Além das figurinhas físicas, a campanha também permite que os consumidores escaneiem um QR Code presente nos rótulos para criar figurinhas digitais personalizadas e acessar um sistema de localização de pontos de troca dos itens por meio do site oficial da Coca-Cola.

Enquanto a promoção segue movimentando colecionadores, comerciantes tentam equilibrar o sucesso da campanha com a necessidade de evitar que a busca pelos itens acabe gerando prejuízos nas prateleiras.

Figurinhas são a nova dor de cabeça para quem vende Coca-Cola na Capital
Fardo de garrafa de 600ml da Coca-Cola com uma das unidades sem o rotúlo no Atacadão (Foto: Maya Severino)