Parada LGBT+ reúne jovens que defendem respeito, direitos e representatividade
Antes do show de Karol Conká, público ressalta importância da visibilidade e ocupação dos espaços públicos
A Praça do Rádio Clube começou a receber o público na tarde deste sábado (25) para a 23ª Parada da Cidadania LGBT+ de Campo Grande. Antes da programação principal e do show gratuito da cantora Karol Conká, previsto para as 21h, participantes falaram sobre a expectativa para o evento e destacaram a importância da mobilização como espaço de representatividade, conscientização e fortalecimento da comunidade LGBTQIA+.
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A 23ª Parada da Cidadania LGBT+ de Campo Grande reuniu participantes na Praça do Rádio Clube neste sábado (25), com show gratuito da cantora Karol Conká previsto para as 21h. Frequentadores destacaram a importância do evento como espaço de representatividade e luta por direitos. A mobilização reúne moradores da Capital e de outras cidades de Mato Grosso do Sul.
Além da apresentação da artista, um dos principais nomes do rap e da música pop brasileira, a Parada reúne moradores da Capital e pessoas de outras cidades de Mato Grosso do Sul que acompanham a programação ao longo do dia.
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Professor, Igor Cudo, de 40 anos, participa da Parada pela segunda vez. Para ele, a realização do evento vai além do aspecto festivo e representa um momento de afirmação da identidade da população LGBTQIA+.

"Eu acho importante, em tempos onde a gente tem políticas que são contra LGBTs, principalmente a questão do banheiro público, que ainda é muito polêmica. Esse tipo de movimentação é importante para conscientizar as pessoas de que o público LGBT existe. Ao contrário do que muita gente tenta fazer, que é invisibilizar essas pessoas, nós existimos", afirmou.
Segundo Igor, a Parada também tem papel fundamental na promoção do respeito. "Esses movimentos são necessários para essa afirmação identitária. Quem dera que todo mundo entendesse que somos apenas seres humanos. Se isso acontecesse, talvez esses eventos nem fossem necessários. Mas, infelizmente, ainda são extremamente relevantes para ensinar o respeito às pessoas."
Embora não tenha ido ao evento motivado pelo show nacional, ele considera importante prestigiar a mobilização. "Eu vim mais pelo evento mesmo, para prestigiar, para fazer número. A nossa participação aqui é importante. Mesmo eu não sendo fã da artista que vai se apresentar, o evento tem um peso que considero muito importante. Quem é LGBT deveria participar, até porque acontece apenas uma vez por ano."
Entre os estreantes está a estudante Agnes Helena. Natural de Corumbá e atualmente morando em Campo Grande, ela participa pela primeira vez da Parada e aprovou o ambiente encontrado na Praça do Rádio Clube. "Estou achando legal, muito bom. Estou gostando", resumiu.
Agnes defende que iniciativas como a Parada aconteçam com maior frequência. "Eu gostaria que tivesse mais eventos assim. Não sei se poderia ser mais de uma vez por ano, mas seria legal ter mais momentos para representar nós, LGBT."
Ela também acredita que a programação cultural ajuda a atrair mais pessoas para o evento e pretende permanecer até o encerramento. "Também vai ter shows, isso chama a atenção do público. Acho que vou ficar até o final e, com certeza, pretendo voltar nos próximos anos."

Outra pessoa que participa pela primeira vez é Caique Espíndola Cáceres, de 21 anos. Morador de Campo Grande há pouco tempo e natural de Caarapó, ele contou que nunca havia participado de uma Parada por não haver eventos semelhantes em sua cidade de origem.
"Estou achando ótimo, tudo muito bonito. É a minha primeira vez e estou muito feliz. Na cidade de onde eu vim não acontece esse tipo de evento."
Para Maria Vitória Souza, de 18 anos, estudante e participante da Parada pela segunda vez, o evento tem um significado que ultrapassa a celebração. Segundo ela, a mobilização representa a busca por espaços e direitos historicamente negados à população LGBTQIA+.
"A importância da Parada não é só a gente comemorar a nossa existência, mas lutar por um lugar que não é nosso, é um lugar que foi nos tirado há muito tempo. Essa é a importância da Parada", afirmou.
Ela também destacou que a diversidade da comunidade LGBTQIA+ deve ser reconhecida em todos os espaços da sociedade. "É para as pessoas perceberem que não são só pessoas de classe alta que são LGBT. A gente está em todo lugar e merece ter espaço em todo lugar."
Confira a galeria de imagens:
Maria Vitória elogiou a organização do evento e disse que sempre teve uma boa experiência nas edições em que participou.
"Eu nunca tive problema com a organização. Acho tudo muito organizado. Eles sempre propõem várias atividades, música e shows, e eu gosto bastante."
Também presente na concentração da Parada, a estudante Sarah Ellen Oliveira Miranda, de 17 anos, afirmou que a manifestação é uma oportunidade de reforçar a luta por igualdade de direitos e combater o preconceito.
"Eu acho muito importante mostrar o verdadeiro significado da Parada. Não é só para comemorar, mas para mostrar que a gente existe, que também tem que ter os mesmos direitos e que somos seres humanos como qualquer outra pessoa."
Na avaliação da jovem, embora a comunidade tenha conquistado mais espaço ao longo dos anos, ainda há desafios importantes relacionados ao preconceito.
"Eu acredito que hoje existe mais visibilidade, mas infelizmente ainda enfrentamos muito preconceito e transfobia. Por isso é muito importante estarmos aqui e mostrar realmente o significado da Parada."
A 23ª Parada da Cidadania LGBT+ segue com programação na Praça do Rádio Clube ao longo da noite. A principal atração será o show gratuito de Karol Conká, marcado para começar às 21h, reunindo público em um dos maiores eventos de celebração da diversidade e da cidadania em Mato Grosso do Sul.

















