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Capital

Filho nega que homem tenha assediado mulher antes de ser morto

Fábio Bazane, 37 anos, foi esfaqueado pelas costas e morreu 20 minutos chegar à UPA

Por Ana Paula Chuva e Clara Farias | 30/11/2025 09:25
Filho nega que homem tenha assediado mulher antes de ser morto
Manchas de bebida que caiu durante briga na praça onde crime aconteceu (Foto: Clara Farias)

Adolescente de 15 anos negou que o pai Fábio Filho Bazane, 37 anos, tenha assediado a esposa de Jorge Lucas Colman Teles, 29 anos. A acusação acabou com a morte do assistente de serviços gerais na noite de sábado (29), na praça do Jardim Itamaracá, em Campo Grande. O suspeito foi preso no porta-malas de um carro.

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Um adolescente de 15 anos negou que seu pai, Fábio Filho Bazane, de 37 anos, tenha assediado a esposa de Jorge Lucas Colman Teles, de 29 anos, o que resultou na morte de Fábio em Campo Grande. O crime ocorreu após uma briga na praça do Jardim Itamaracá, onde Jorge atacou Fábio com um punhal, ferindo também um vizinho.Após o ataque, Jorge fugiu e se escondeu no porta-malas de um carro, sendo preso pela polícia. Fábio foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado como homicídio qualificado, tentativa de homicídio, porte de arma branca e violação de domicílio. A faca utilizada no crime foi apreendida.

Ao Campo Grande News, o garoto contou que a família toda estava na esquina da praça. Em certo momento, Fábio foi até a conveniência pegar um copo de bebida e, enquanto estava na fila, outro homem mexeu com a esposa de Jorge; no entanto, o rapaz achou que a vítima era a responsável pelo assédio.

“O vizinho do meu pai mexeu com a mulher do cara e ele achou que tinha sido meu pai. Ele chegou, já deu um soco no copo do meu pai e, depois que o esfaqueou, fugiu. Subiu em uma casa e pulou para outra. Ele se escondeu no porta-malas de um carro e aí chamaram a polícia e pegaram ele”, contou o adolescente.

Segundo ele, Jorge primeiro deu uma facada nas costas de Fábio e depois atingiu o vizinho da vítima. “Ele caiu. Eu cheguei a correr atrás dele. Pegaram um carro aqui e levaram meu pai para o posto de saúde. Se o socorro tivesse sido mais rápido, ele estaria vivo. Ele morreu 20 minutos depois de chegar à UPA”, finalizou o garoto.

Caso - Segundo o registro policial, a discussão começou por volta das 23h40 de sábado (29), após Jorge afirmar que frequentadores de uma conveniência teriam assediado sua esposa, o que deu início a uma briga entre ele, duas vítimas e uma mulher. Depois de ser agredido, o suspeito retornou para casa, pegou um punhal, trocou de roupa para não ser reconhecido e voltou armado à praça.

No local, surpreendeu Fábio pelas costas, atingindo-o com um golpe na região das costelas e, em seguida, feriu de raspão o abdômen de outro homem, de 38 anos. Após os ataques, o suspeito correu e foi perseguido por testemunhas por cerca de quatro quadras.

Durante a fuga, Jorge pulou muros e entrou na garagem de uma casa na Rua Sizuo Nakazato. A moradora relatou ter ouvido barulho e encontrado um homem escondido dentro do porta-malas de um carro estacionado na garagem. No mesmo momento, várias pessoas se aglomeravam na frente do imóvel afirmando que o indivíduo estaria armado.

A Polícia Militar chegou ao local, abordou o suspeito e encontrou ao lado dele o punhal com cerca de 20 centímetros e vestígios de sangue. Ele apresentava escoriações pelo corpo e disse que foram causadas durante a primeira briga na praça.

Fábio foi socorrido por familiares e levado ainda com vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, mas não resistiu ao ferimento e teve a morte confirmada durante o atendimento médico.

O outro homem relatou que tentava separar a briga quando foi ferido, enquanto a irmã de Fábio afirmou ter sido agredida pela esposa do suspeito e confirmou que Jorge retornou ao local armado para atacar seu irmão.

Jorge foi levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde ficou preso em flagrante. A faca foi apreendida. O caso foi registrado como homicídio qualificado, tentativa de homicídio, porte de arma branca e violação de domicílio.