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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

27/07/2015 09:42

Frio dá lugar ao calor e tempo seco e inverno terá máxima de 40ºC

Flávia Lima
Período de estiagem afeta todas as regiões em agosto e temperaturas na Capital terão média de 30ºC. (Foto:Fernando Antunes) Período de estiagem afeta todas as regiões em agosto e temperaturas na Capital terão média de 30ºC. (Foto:Fernando Antunes)

O excesso de chuvas registrado em algumas regiões do Estado e frentes frias que surpreenderam o campo-grandense devem dar lugar a um cenário climático mais estável a partir da primeira semana de agosto, segundo a meteorologista Cátia Braga, do Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul).

Segundo ela, o Estado sentirá os efeitos de um sistema de alta pressão, que ficará estacionado sobre o Oceano Atlântico, provocando elevação das temperaturas e poucas chuvas. O quadro será semelhante ao mesmo período de 2014, quando o mesmo sistema provocou temperaturas de até 40ºC em municípios da região central, incluindo Campo Grande. O mesmo quadro deve se repetir este ano. 

Este ano, o período final do inverno também deve elevar as temperaturas, com exceção da região do Bolsão, que apesar de esperar por temperaturas de até 31ºC, deverá ter mínimas na casa dos 15ºC ao amanhecer.
“Ocorre que a região leste do Estado está na mesma latitude do sistema de alta pressão, por isso teremos temperaturas mais amenas de manhã”, ressalta Cátia.

Na região pantaneira, a média ficará acima de 30ºC e no período matutino, os termômetros não passam de 23ºC. Já no norte do Estado, nos dez primeiros dias de agosto, as mínimas ficam em torno de 20ºC e a máxima será de 31ºC.

A primeira semana do próximo mês também terá temperaturas amenas no sul do Estado, com mínimas em torno de 17ºC e 18ºC e máximas entre 20ºC e 25ºC.

Na Capital e municípios da região central, os termômetros à tarde podem chegar a 31º. Enquanto as temperaturas se elevam, é esperada uma queda da umidade relativa do ar, que ficará em níveis de alerta, abaixo dos 30%, o que já de se configurar esta semana na Capital.

A previsão para o próximo mês também é ressaltada pelo prognóstico de inverno elaborado pelo meteorologista Natálio Abrão, da Uniderp-Anhanguera.

De acordo com ele, será preciso ter um cuidado especial com as altas temperaturas noturnas, uma vez que as noites quentes afetam culturas do milho e algodão.

No entanto, deve ocorrer a passagem de ao menos uma frente fria no sul do estado, mas com rápido deslocamento e fraca intensidade e pouca chuva. Aliás, quanto as precipitações pluviométricas, os índices ficam próximo dos valores médios históricos, entre 20 e 30 milímetros em todas as regiões.

Mesmo em Ponta Porã, onde segundo Cátia Braga choveu 566% acima da média para o mês de julho, em agosto o quadro deverá ser de secura. Na Capital, o índice não passa de 31,4 milímetros, mantendo o histórico para o período.

O mês será de muita evaporação nas bacias, vegetação em depressão hídrica e grande possibilidade de queimadas.
Conforme dados do meteorologista Natálio Abrão, no próximo mês deve chover medianamente na maior parte do Estado. Alguns municípios devem ficar com pouca chuva principalmente no norte. O tempo seco deve desaparecer apenas em setembro, quando a previsão é de chuva um pouco acima da média de 78,5milímetros.



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