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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

26/04/2014 15:55

Ganhando mais, parte dos trabalhadores não adere à greve da construção civil

Luciana Brazil, Zana Zaidan e Francisco Junior
Com salários melhores, trabalhadores não aderem à greve. (Foto:Cleber Gellio)Com salários melhores, trabalhadores não aderem à greve. (Foto:Cleber Gellio)
Obra da empresa PDG, na Avenida Interlagos. Obra da empresa PDG, na Avenida Interlagos.

Mesmo com a greve dos trabalhadores na construção civil, algumas obras não pararam na Capital. Os trabalhos seguiam normalmente na manhã deste sábado (26), no empreendimento da empresa PDG, na Avenida Interlagos. Lá, apenas 10% dos 200 operários aderiram à greve.

Os funcionários garantem que a maioria, 180, recebe o salário de acordo com a tabela paga em São Paulo, com subsídios que variam entre R$1.298 a R$1.555 em construções pesadas. Grande parte está satisfeita com a remuneração. Já em Campo Grande o salário base é de R$ 1.050.

No canteiro de obra da Avenida Interlagos, cartazes pediam adesão à obra, mas poucos funcionários faltaram o trabalho hoje cedo.

Conforme o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo, a prática de pagamento diferenciado, tomando como base tabelas de outros estados, é comum principalmente nas grandes construtoras.

A paralisação, que começou na quarta-feira (23), já tem adesão de 15 mil trabalhadores, metade da categoria em Campo Grande, segundo Sintracom CG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande).

O Sinduscon ofereceu reajuste de 5,39% e a categoria rejeitou a proposta. Os trabalhadores pediram inicialmente aumento de 30%. Os operários alegam que a proposta do sindicato patronal cobre apenas o índice inflacionário e eles querem ganho real.

“Nós queremos aumento de ganho real”, disse o presidente do Sintracom, José Abelha.

O Sintracom alega que não houve uma contraproposta dos funcionários. Uma mesa de mediação foi realizada na tarde de terça-feira (22), mas não houve sucesso.

A greve deve continuar, pelo menos, até a próxima segunda-feira (28).



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