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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

25/04/2014 11:09

Greve na construção civil atinge 50% dos operários no 3º dia

Aliny Mary Dias e Francisco Júnior
Após recusa de proposta, operários fizeram passeata no centro (Foto: Sérgio Junior/Divulgação)Após recusa de proposta, operários fizeram passeata no centro (Foto: Sérgio Junior/Divulgação)

A greve da construção civil tem a adesão de 15 mil operários de canteiros de obras de Campo Grande, número que representa 50% dos funcionários que trabalham em 400 obras na cidade. A proposta de 6,78% oferecida pela classe patronal foi rejeitada e a paralisação, que completa três dias hoje, segue pelo menos até a próxima segunda-feira (28).

De acordo com o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário), José Abelha, uma reunião entre o sindicato e os patrões ocorreu ontem (24) no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), mas a proposta não foi aceita.

Após a reunião, os operários saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade.

Diante da recusa da proposta de reajuste de 6,78% os operários seguem em greve pelo menos até segunda, quando uma nova rodada de negociações está marcada para às 15 horas com a presença do desembargador Nery Sá Azambuja.

O que eles querem – De acordo com Abelha, o reajuste pedido pela categoria tem objetivo de conquistar um aumento de R$ 1 mil para R$ 1,3 mil no salário de pedreiro e de R$ 735 para R$ 955 para servente.

Além disso, o setor pede benefícios como vale alimentação e cesta básica. O fim das divergências salariais e de benefícios entre operários contratados das construtoras e terceirizados também é uma reivindicação do sindicato. Em Campo Grande, 80% dos trabalhadores são terceirizados e o salário da Capital é o mais baixo do país.

De acordo com o presidente da Fetrticon (Federação dos Trabalhadores da Indústria de Construção, Mobiliário e Montagem de MS), Webergton Sudário, a expectativa é que a greve seja ampliada para todo o Estado.

Em Mato Grosso do Sul, 120 mil trabalhadores atuam na construção civil e a falta de fiscalização é uma das reclamações. “Só tem sete em todo o Estado. Se em Campo Grande tá ruim, imagina no interior. As condições de trabalho são ruins, muitos são trazidos por promessas que não são cumpridas”, completa.



Muito sê fala em Politica da Qualidade, colaboradores, parceiros, construtores de sonhos conversa de canteiro de obra, mas, quando se fala salario e qualidade de vida dos trabalhadores, tornamo-nos vagabundos. Agora é a hora de mostrar-lhes quem são os protagonista dessa historia. Para esses pensadores balelas que não tem de criar seus filhos com míseros salários em baixo de sol e chuva.
 
Landerson C. de Morais em 25/04/2014 14:02:58
Parabéns, trabalhadores do movimento grevista, devemos conscientizar a sociedade como um todo que a Industria da Construção Civil é que move o nosso Estado e o Pais e, quem são os protagonistas dos sonhos de milhares de brasileiros somos nós os trabalhadores. E ai poderiam perguntar e os sonhos dos trabalhadores? Que as vezes ficam mutilados e, até que perdem as suas vidas por conta da "produção". Industria essa que é talvez o maior ralo de dinheiro público desviado para a corrupção assim chamados de Incorporadoras.
 
Landerson C. de Morais em 25/04/2014 12:11:06
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