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Capital

Guarda morto por motorista embriagado atuava em operações da Lei Seca há 15 anos

Eugênio Zanatto Neto está sendo velado nesta quinta-feira (21) no Cemitério Memorial Park, no Pioneiros

Por Clara Farias e Kamila Alcântara | 21/05/2026 16:45
Guarda morto por motorista embriagado atuava em operações da Lei Seca há 15 anos
Equipe da GCM chegando em velório de colega (Foto: Maya Severino)

O guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, morto após ser atropelado por um caminhoneiro suspeito de dirigir embriagado, está sendo velado nesta quinta-feira (21), sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de farda, em Campo Grande. Há 15 anos na GCM (Guarda Civil Metropolitana), ele atuava justamente em operações de combate à embriaguez ao volante, crime que acabou tirando sua vida.

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Guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto, de 47 anos, que atuava em operações contra embriaguez ao volante, foi morto após ser atropelado por um caminhoneiro suspeito de dirigir embriagado em Campo Grande. O velório ocorre nesta quinta-feira (21) e o sepultamento está previsto para sexta-feira (22), com cerimônia de honraria da GCM. Ele deixa esposa e dois filhos.

Integrante da corporação desde 2011, Eugênio trabalhou durante praticamente toda a carreira na região do Anhanduizinho e, há cerca de um mês, havia sido transferido para a Equipe Operacional. Além da atuação na segurança pública, ele também era membro ativo de uma igreja evangélica e participava de ações sociais e filantrópicas.

O comandante da Guarda Civil Metropolitana, Anderson Ortogoza, destacou a ironia e a tristeza da morte do servidor, que atuava diretamente em fiscalizações de trânsito e operações da Lei Seca.

“A Guarda desempenha diversas operações nesse sentido, junto com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e Polícia Militar, justamente para combater crimes de trânsito, como embriaguez ao volante. Infelizmente, o cidadão envolvido possivelmente fez uso de bebida alcoólica. Ele recusou o teste do bafômetro, mas a equipe constatou sinais visíveis de embriaguez”, afirmou.

Guarda morto por motorista embriagado atuava em operações da Lei Seca há 15 anos
Comandante da Guarda Civil Metropolitana, Anderson Ortogoza em entrevista ao Campo Grande News (Foto: Maya Severino)

Ortogoza lembrou que Eugênio era considerado um profissional exemplar dentro da corporação. “É muita tristeza. Pai de família, profissional de excelência. Deixou dois filhos, uma esposa desolada, pais idosos. Ele servia a comunidade na igreja, participava de projetos sociais e ainda trabalhava como pedreiro nas folgas. Era muito querido”, disse.

Segundo o comandante, Eugênio era conhecido pelo comprometimento e pela boa relação com a comunidade. “O servidor sempre desempenhou suas atividades na região do Anhanduizinho. Passou pelo posto da USF Aero Rancho, trabalhou no SAMU e não havia reclamações sobre seu trabalho. Era cumpridor de horário, sempre bem uniformizado e prestava um serviço de qualidade”, completou.

Casada há 18 anos com o guarda, a assistente social Sara dos Santos Souza Zanatto, de 36 anos, contou que o marido havia passado a manhã ajudando em um dos projetos sociais em que ela trabalha. Segundo ela, Eugênio era conhecido por ajudar em tudo o que fosse necessário.

“Ele era aquela pessoa que sabia fazer tudo. Se precisasse de eletricista, pedreiro, ele dava um jeito. Naquele dia, eu pedi para ele ir lá no projeto porque tinha um problema elétrico. A gente almoçou junto e depois fui trabalhar no outro projeto”, relatou.

Durante a entrevista, Sara não conseguiu conter o choro ao lembrar da última ligação feita para o marido antes de receber a notícia da morte. Eugênio deixa a esposa e dois filhos, de 15 e 7 anos.

O sepultamento está previsto para acontecer às 10h30 desta sexta-feira (22), com cerimônia de honraria organizada pela Guarda Civil Metropolitana.

Acidente - Eugênio estava em uma motocicleta Honda CG Titan e seguia pela Rua Padre Damião, e o caminhão seguia pela direção contrária na mesma rua. Ao chegar ao cruzamento com a Rua Barão de Campinas, o caminhoneiro iniciou a conversão à esquerda, invadiu a pista contrária e fechou a passagem da motocicleta. Durante a manobra, a veículo atingiu de frente a Honda CG.

Equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada, mas o guarda municipal morreu antes de receber socorro. O acidente foi registrado por câmeras de segurança da região.

O caminhoneiro, Sebastião Antunes de Almeida, de 72 anos, admitiu à polícia que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Ele recusou o teste do bafômetro e foi preso em flagrante.

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