Filha de coordenador da regulação do SUS preso é sócia em plano de saúde
Jessyka Duarte Burgatt também foi presa na Operação Gutenberg nesta terça-feira (7)

Filha do chefe da regulação de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul, a empresária Jessyka Duarte Burgatt, presa na Operação Gutenberg nesta terça-feira (7), integra o quadro societário de uma operadora de planos de saúde. A empresa Capital Administradora de Convênios e Planos de Saúde Ltda. tem sede em Três Lagoas e outros dois proprietários.
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Jessyka é filha de Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da SES (Secretaria de Estado de Saúde), também preso durante a ofensiva do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O servidor ocupava o cargo responsável pela regulação estadual de consultas, exames, cirurgias e leitos do SUS.
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O núcleo familiar formado por pai e filha é um dos quatro atingidos pela Operação Gutenberg. Conforme apurado pelo Campo Grande News, também foram presos hoje a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e os filhos Olívia Paroschi Jafar, médica e proprietária da Clínica Ross, e Felipe Paroschi Jafar; o empresário Joatan Gomes Peixoto, dono da Editora Avante e da Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços, sediada em São Paulo, e o filho Matheus Oliveira Peixoto; além do empresário Paulo Rogério de Melo, proprietário da Atalaia Veículos e de casas noturnas em Campo Grande, e o filho Douglas Henrique de Melo.
Entre os presos confirmados pela reportagem também estão o ex-prefeito de Fátima do Sul e chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Junior Vasconcelos; o empresário Francisco Anízio dos Santos e o advogado Anísio Gabriel Taquino.
Deflagrada na manhã desta terça-feira (7), a Operação Gutenberg cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta que a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos por meio de contratações direcionadas e pagamentos pulverizados entre pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos.
Segundo o Gaeco, além das fraudes em compras públicas, o grupo também é investigado por utilizar a influência de servidores públicos na área da saúde para condicionar a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à aquisição dos livros comercializados pelas empresas investigadas.
A defesa de Jéssyca já fez pedido para que a cliente vá para a prisão domiciliar. Segundo os advogados Fabia Nakazato e Percel Jorge, ela tem um bebê e ainda o amamenta.

