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Capital

Homem é condenado a 32 anos por decapitar rapaz a machadada

Crime brutal ocorreu em abril de 2024; corpo foi esquartejado e partes lançadas em córrego

Por Dayene Paz | 13/03/2026 11:09
Homem é condenado a 32 anos por decapitar rapaz a machadada
Casal preso na época do crime, policiais e moradores na região onde o corpo foi achado. (Foto: Divulgação)

Um homem foi condenado a 32 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores após decapitar José Areve Martins, de 28 anos, em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do município e a condenação foi obtida pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por meio da 2ª Promotoria de Justiça.

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Um homem foi condenado a 32 anos e 8 meses de prisão por decapitar José Areve Martins, de 28 anos, em Amambai, Mato Grosso do Sul. O crime, ocorrido em abril de 2024, foi motivado por ciúmes da ex-companheira do autor, que havia iniciado um relacionamento com a vítima. O assassinato, que contou com a participação de um adolescente, foi cometido com golpes de machado. Após o homicídio, o autor esquartejou o corpo e, junto com sua ex-companheira, ocultou os restos mortais em um córrego da Aldeia Amambai. A mulher foi absolvida do homicídio, mas condenada por ocultação de cadáver.

O crime aconteceu na noite de 13 de abril de 2024 e gerou forte comoção entre moradores da Aldeia Amambai pela extrema violência. Segundo a denúncia do MPMS, o réu matou a vítima utilizando um machadinho, atingindo o pescoço de José. Depois do assassinato, ele participou da decapitação e esquartejamento do corpo, cujas partes foram jogadas em um córrego dentro da aldeia.

O homicídio também contou com a participação de um adolescente, o que levou à acusação de corrupção de menores. Durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o autor confessou o crime e afirmou que matou José por ciúmes da ex-companheira.

A jovem, de 19 anos, contou que havia sido casada com o autor, mas os dois estavam separados quando ela iniciou um relacionamento com a vítima. Inconformado, o homem discutiu com José e afirmou ter se sentido ameaçado. Em seguida, desferiu golpes de machado no pescoço da vítima.

Após o assassinato, o autor arrancou os braços e a cabeça do corpo. Ele e a ex-companheira jogaram a cabeça em um córrego da comunidade indígena. O corpo foi localizado por uma liderança da Aldeia Amambai na manhã seguinte ao crime. Durante as diligências, investigadores chegaram aos dois envolvidos. Buscas continuaram na região para localizar as partes do corpo e a cabeça da vítima foi encontrada pela polícia na manhã do dia 15 de abril de 2024.

O casal acabou autuado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Amambai e durou mais de cinco horas, com a presença de moradores e lideranças da aldeia. Na acusação, o promotor de Justiça André Luiz de Godoy Marques sustentou a responsabilização do réu pelos três crimes.

Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram todas as qualificadoras do homicídio: motivo fútil; meio cruel; e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher denunciada por participação no caso foi absolvida pelo júri quanto ao homicídio e à corrupção de menores, após o próprio Ministério Público pedir sua absolvição nesses pontos. Ela, porém, foi responsabilizada pela ocultação de cadáver. Mesmo assim, recebeu alvará de soltura logo após a leitura da sentença, já que a pena aplicada não justificou a manutenção da prisão.

Na sentença, o juiz Renan da Silva Pinto fixou a pena do réu em 32 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. O magistrado destacou a extrema brutalidade do crime, o impacto na comunidade indígena e o histórico de comportamento violento do condenado. Além da prisão, foi determinado o pagamento de 20 salários mínimos como indenização mínima aos familiares da vítima. O juiz também determinou o início imediato do cumprimento da pena.

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