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Capital

Homem é investigado por suspeita de abuso sexual contra uma cachorra

Caso foi registrado como crueldade contra animais na Depac Cepol

Por Dayene Paz | 31/01/2026 14:48
Homem é investigado por suspeita de abuso sexual contra uma cachorra

Um homem foi preso na manhã deste sábado (31), no Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande, após ser flagrado pela Polícia Militar com uma cadela apresentando ferimentos na região genital e um preservativo usado ao lado do local onde ele estava. O caso foi registrado como crueldade contra animais na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol.

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Homem é preso após suspeita de abuso sexual contra cadela em Campo Grande. O caso ocorreu na manhã deste sábado (31), no bairro Parque do Lageado, quando policiais militares encontraram o suspeito embriagado com o animal no colo e um preservativo usado próximo ao local. A cadela, que apresentava ferimentos na região genital, fugiu durante tentativa de resgate pelo Centro de Controle de Zoonoses. Vizinhos relataram que o suspeito havia adotado o animal há dois dias e que os ferimentos poderiam ser decorrentes de TVT canino. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 10º Batalhão da PM foi acionada para atender denúncia de maus-tratos a animais em uma residência. Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o portão aberto e viram o suspeito deitado em um sofá na área externa, com a cadela no colo. Ele apresentava sinais de embriaguez.

Ao se aproximarem, os militares perceberam que a fêmea estava com lesões nas partes íntimas. Próximo ao sofá, havia um preservativo usado, que foi apreendido e encaminhado à perícia criminal, sob lacre. O homem foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) também foi acionado para recolher o animal. No entanto, durante a tentativa de colocá-la em uma gaiola, a cadela mordeu a mão de um servidor e fugiu. Buscas foram feitas na região com apoio da Força Tática, mas o animal não foi localizado até o momento, o que prejudicou a perícia direta na cadela - realizada apenas no local dos fatos.

Moradores ouvidos pela polícia afirmaram que nunca presenciaram maus-tratos por parte do suspeito. Uma vizinha que mora há cerca de 25 anos ao lado da casa relatou que ele costuma cuidar dos animais que possui, apesar do alcoolismo. Segundo ela, a cadela havia sido adotada há cerca de dois dias e já apresentava ferimentos na região genital, possivelmente relacionados a TVT (Tumor Venéreo Transmissível) canino, um tipo de tumor transmissível entre cães.

Outro vizinho, que mora em frente ao imóvel, também disse nunca ter visto agressões contra animais, mas comentou que amigos do suspeito frequentam o local para consumo de bebida alcoólica.

Crime - A Lei de Crimes Ambientais prevê, em casos de maus-tratos contra cães e gatos, pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda de animais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, a cadela não foi encontrada.

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