Grupo de corredores se desafia em competição de 24h neste final de semana
Primeira edição do Kenya Run reúne cerca de 60 atletas no Parque dos Poderes
Competição de 24 horas ininterruptas de corrida reúne cerca de 60 atletas no Parque dos Poderes, em Campo Grande, entre a manhã deste sábado (31) e a manhã de domingo (1º). A prova marca a primeira edição do Kenya Run 24 Horas, iniciativa criada por um grupo local de corredores que decidiu transformar o desafio coletivo em evento oficial.
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Cerca de 60 atletas participam da primeira edição do Kenya Run 24 Horas, competição de corrida ininterrupta realizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande. O evento, que acontece entre os dias 31 de março e 1º de abril, foi organizado por um grupo local de corredores e conta com cinco equipes em revezamento. A prova exige que a corrida seja mantida por 24 horas consecutivas, com os participantes se alternando em períodos que variam de 30 minutos a quatro horas. O nome do evento foi inspirado no tipo de terreno utilizado para treinamento, semelhante ao do Quênia, país conhecido por seus atletas de elite.
O grupo é formado por cerca de 150 integrantes, mas, inicialmente, apenas 24 atletas haviam se proposto a participar da prova. Com o avanço da divulgação e convites entre corredores da Capital, o número de participantes chegou a aproximadamente 60, divididos em cinco equipes, com média de 12 pessoas por grupo. A dinâmica exige que a corrida não seja interrompida em nenhum momento ao longo das 24 horas.
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Cada equipe administra o próprio tempo de revezamento. Os atletas correm por períodos que variam de 30 minutos a até quatro horas, antes de retornar ao ponto de apoio para que outro integrante assuma o percurso. O objetivo principal não é a distância, mas a resistência coletiva, garantindo que sempre haja alguém correndo. Ao final da prova, todos os grupos recebem troféus de participação, além de medalhas individuais, e nos pontos de apoio há alimentos e bebidas para os participantes.
Um dos organizadores, Eduardo Valdez, que corre há 13 anos, explica que a ideia surgiu a partir de experiências semelhantes realizadas em outras regiões do país. “A gente fomentou a ideia, criou todo o aparato logístico e se inspirou em provas que já existem no Brasil. O nome Kenya vem do tipo de terreno onde treinamos, em estrada de chão batido, semelhante ao do Quênia, onde atletas de elite se preparam. O objetivo é ver qual grupo suporta manter a corrida durante as 24 horas”, afirmou.
Entre os participantes está Lígia Dekenes, corredora há 11 anos, que não integra o grupo Kenya, mas aceitou o convite para o desafio. Para ela, a corrida vai além do esporte. “É um hobby que virou quase um remédio. Quando fico sem correr, sinto falta. Gosto de correr em grupo, porque um incentiva o outro”, relatou.
O evento também reúne militares. Renan Jardim, cabo do Exército, corre há seis anos e diz que a prática se tornou parte da rotina desde que ingressou no quartel. “Comecei por conta do serviço militar e nunca mais parei. Corro todos os dias, entre cinco e sete quilômetros”, contou. Já a sargento Ticiane Jacob, corredora há cerca de um ano e meio, destaca o aspecto social da prova. “Sempre gostei de esporte. A corrida é uma terapia e uma forma de estar com pessoas que gostam da mesma coisa”, disse.

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