Homem que atacou ex com motosserra na frente da filha de 3 anos é condenado
Anderson dos Santos Batista do Amaral pegou 8 anos em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade

Anderson dos Santos Batista do Amaral, de 33 anos, foi condenado a 8 anos e 8 meses de prisão por tentar matar a ex-companheira com uma motosserra. O crime aconteceu em 17 de outubro do ano passado, em um imóvel na Chácara das Mansões, saída para São Paulo. O homem cumprirá a pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade, e deverá pagar R$ 16,2 mil de indenização à vítima.
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Anderson dos Santos Batista do Amaral, de 33 anos, foi condenado a 8 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por tentar matar a ex-companheira com uma motosserra em outubro do ano passado, em Campo Grande. Ele também deverá pagar R$ 16,2 mil de indenização à vítima, que levou 30 pontos na coxa e ficou 90 dias sem andar. O crime ocorreu na frente da filha do casal, de 4 anos.
A vítima, de 31 anos, contou à reportagem do Campo Grande News que foi casada com Anderson por 11 anos e teve dois filhos com ele. Apesar do relacionamento conturbado e de já ter sofrido outras agressões, ela diz que nunca imaginou que o homem com quem conviveu por tanto tempo teria coragem de atacá-la com uma motosserra.
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"Nós estávamos na chácara. Era uma sexta-feira e ele começou a beber às sete da manhã, ficando até por volta das sete da noite. Depois quis sair para comprar droga, mas eu não deixei. Foi aí que ele começou a ficar agressivo comigo. Eu estava na porta quando vi ele pegar a motosserra de cima da mureta. Quando virei de costas para correr, ele atingiu a minha perna", relembrou.
Tudo aconteceu diante da filha do casal, que hoje tem 4 anos. "Quando eu caí, ela começou a chorar desesperadamente. Consegui ligar para a mãe dele e pedir socorro. Ela me levou para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] das Moreninhas e, de lá, fui transferida para a Santa Casa. Levei 30 pontos na coxa", contou.
A auxiliar de produção permaneceu quatro dias internada e passou cerca de 90 dias sem conseguir andar. Durante a recuperação, precisou fazer curativos diários e contou com a ajuda do pai, que interrompeu as atividades de trabalho para levá-la ao posto de saúde.
"Naquele momento, achei que ele ia tirar a minha vida na frente da nossa filha. Ele não fez nada para me ajudar. Quem pediu socorro fui eu", afirmou.
No julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público e reconheceu que Anderson tentou matar a então companheira. Com a decisão, o juiz fixou a pena em 8 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado.
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