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Capital

HU desenvolve técnica que "lava" sangue de paciente e coloca de volta no corpo

O sangue é filtrado e reinfundido, mantendo o mesmo DNA do paciente, eliminando assim os riscos de reações

Por Lucas Mamédio | 09/07/2024 15:47
Equipe do HU realizando o procedimento de autotransfusão (Foto: Divulgação)
Equipe do HU realizando o procedimento de autotransfusão (Foto: Divulgação)

Um equipe especializada do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh) desenvolveu um estudo sobre um procedimento cirúrgico inovador: a autotransfusão de sangue. O procedimento consiste na utilização do sangue do próprio paciente em substituição à transfusão comum, de um doador externo.

Essa técnica, segundo o médico Marco Antonio Araujo de Mello, que coordenado o estudo, utiliza um recuperador de células, uma máquina que recupera o sangue do próprio paciente durante a cirurgia. A autotransfusão intraoperatória é uma excelente alternativa ao sangue alogênico (doado)”".

Esse sangue é lavado, filtrado e reinfundido, mantendo o mesmo DNA do paciente, eliminando assim os riscos de reações alérgicas, inflamatórias e imunológicas que poderiam ocorrer caso o paciente recebesse sangue de uma outra pessoa doadora.

Entre os benefícios da autotransfusão estão a disponibilidade imediata do sangue do próprio paciente, diminuição do tempo de internação hospitalar, redução de infecções e mortalidade, além de diminuir a demanda de sangue homólogo proveniente das agências transfusionais, como a Rede Hemosul MS.

O HU, inclusive, já possui com uma máquina de faz a recuperação de células, o que permite a realização do procedimento no hospital. O médico ainda destaca que durante a pandemia de Covid-19, a situação de baixos estoques de sangue, a técnica de autotransfusão sanguínea se tornou uma alternativa para a realização de cirurgias de emergência em Mato Grosso do Sul.

“Essa é uma técnica inovadora por dois aspectos: pelo fato de utilizar o equipamento dando condição ao paciente que não deseja receber sangue doado fazer a autotransfusão; e também, como segundo aspecto inovador, por potencializar a vontade do paciente de levar o equipamento para o pós-operatório”, explica.

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