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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/11/2013 14:27

Idoso faz peregrinação por postos de saúde e não consegue realizar exames

Mariana Lopes

Foram quatro postos de saúde em menos de uma semana em busca de realizar alguns exames que deveriam ser oferecidos pela rede pública, mas, para a frustração do aposentado Valdir José Botelho, 58 anos, a peregrinação pelos bairros de Campo Grande foi em vão.

Embora os exames não fossem para ele mesmo, mas sim para um senhor de 71 anos que é amigo do aposentado, o sentimento de revolta não é menor. Valdir conta que no dia 28 de outubro, ou seja, na segunda-feira da semana passada, o idoso passou mal com falta de ar e dor no peito.

Ao levá-lo no primeiro posto de saúde, do Coronel Antonino, o clínico geral que o atendeu disse que o olho dele estava amarelo e levantou a suspeita de que o paciente pode estar com algum problema muito sério no rim ou no fígado. Diante do diagnóstico preliminar, o médico pediu uma série de exames e indicou que fossem feitos no posto de saúde 26 de Agosto.

Quando eles chegaram ao local indicado, a unidade estava fechada. “Fui com ele, então, ao posto de saúde Vila Almeida, onde me informaram que não seria possível fazer os exames porque não havia reagente, que é o material para realizar o exame”, conta Valdir.

No dia seguinte, os dois retornaram ao posto 26 de Agosto, que desta vez estava aberto. Na unidade, um funcionário marcou os exames para a quinta-feira (31), às 6h, no posto de saúde que fica na avenida Calógeras, quase esquina com a Afonso Pena.

“Quando cheguei lá, a resposta foi a mesmo que me deram no Vila Almeida, que não tinha reagente e ainda afirmou que não adiantava eu ir a outro posto de saúde porque em nenhum tinha o material”, relata o aposentado.

Ainda ontem (5), mais de uma semana de quando o médico pediu os exames, Valdir passou novamente no posto 26 de Agosto, mas o material continuava em falta.

“Gastei quase um tanque de gasolina andando a cidade e não encontrei um posto de saúde que tivesse material para fazer os exames. Isso é o cúmulo, pois se o município arrecada é para investir na saúde”, desabafa Valdir.

A maior preocupação de Valdir é que o idoso mora sozinho e já teve quedas por causa do mal estar. “Ele precisa fazer o exame para saber o que tem e iniciar o tratamento, só que não tem condições de pagar, isso é obrigação da Prefeitura, é um crime contra os idosos”, reclama Valdir.

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Município ontem e hoje para questionar a falta de material para realizar os exames, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.



É bom lembrar aos criticos de plantão, e ao pessoal sem ´memória, que o último hospital a ser construído na capital foi o Rosa Pedrossian, na época do governo de Pedro Pedrossian; passaram mais de 20 anos, e a população (principalmente aos dos mais necessitados) cresceu, talvez em 20%; ninguém se lembra do caos instalado até no hospital universitário, e com seu pronto socorro fechado (???) até meados do ano passado, sem que alguém aparecesse pra justificar nada, e o tal de pronto socorro dos traumatizados ali do fundo da santa casa que ia desafogar os leitos, cadê? e os criticos reclamando de posto de saúde??? precisamos de mais hospitais e com boas estruturas com bom quadro pessoal ( com SALÁRIOS DIGNOS) e não obras farônicas prá matar ego de administradores.
 
Adolfo Dhendu em 28/01/2014 12:27:17
E depois o Prefeito ainda quer construir mais um hospital!!! Imagina só, se não dá conta nem dos postos que já estão construídos, e a sua obrigação é de apenas mante-los, se tiver que começar uma obra então...
 
Rayniara Martins Rezende em 07/11/2013 08:44:58
E o Bernal????????
 
Marcos da Silva em 06/11/2013 14:47:40
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