Pesquisa traz cenário disputado entre Lula e Flávio, sem chance para 3ª via
Em pergunta espontânea por nomes, quase metade segue indecisa; na estimulada, Flávio venceria Lula no 2º turno

Uma pesquisa eleitoral feita pelo Instituto Paraná Pesquisas confirma tendência de polarização na disputa presidencial, sugerindo pouco espaço para o surgimento de uma terceira via. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue favorito em uma sondagem estimulada, já o senador Flávio Bolsonaro (PL) conseguiria vitória se fosse o nome da oposição no segundo turno. O percentual de indecisos ainda é expressivo, chegando a quase metade dos eleitores ouvidos.
RESUMO
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas revela um cenário polarizado para a disputa presidencial, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderando as intenções de voto. Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 26%, seguido por Flávio com 14,8%. Na simulação estimulada, Lula mantém a liderança com 39,6%, enquanto Flávio alcança 35,3%. Em um eventual segundo turno, o cenário se inverte, com Flávio superando Lula por uma margem estreita: 44,4% contra 43,8%. A pesquisa, realizada entre 22 e 25 de fevereiro, ouviu 2.080 pessoas em 159 cidades.
Em uma pergunta espontânea sobre os nomes para a eleição presidencial, quase metade ainda não tem o voto definido (42,6%). Entre os nomes mencionados pelos eleitores, o presidente liderou, com 26%. Na sequência vem o senador (14,8%), seguido pelo pai, que está inelegível (5,8%). Flávio começou a se movimentar há poucos meses, após ser indicado como representante pelo pai, que está preso em Brasília após condenação pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi lembrado por 1,3%, seguido por Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, com 0,9%, Os outros nomes mencionados foram Ciro Gomes (0,5%), Renan Santos (0,5% ), Romeu Zema (0,3%) e Ronaldo Caiado (0,3%). Embora os números apontem uma quantidade expressiva de eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não declinaram nome, o levantamento também sugere que a chamada terceira via não ganhou visibilidade. O grupo mais articulado é encabeçado pelo PSD, de Gilberto Kassab.
Quando são apresentados nomes aos eleitores, na estimulada, o cenário fica mais competitivo entre o presidente e Flávio Bolsonaro, com 39,6% e 35,3%, respectivamente. Os outros nomes mais citados foram Ratinho Júnior, com 7,6% e Zema (3,8%). A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP), que chegou a pontuar em dezembro; no levantamento atual, não apresentou desempenho.
Nessa simulação, Lula teve mais intenções de votos entre mulheres (41,6%), os mais jovens, pessoas com mais de 60 anos e eleitores com ensino fundamental (48,1%). Já Flávio desponta entre homens (39,6%), pessoas na faixa etária entre 35 e 44 anos e eleitores com ensino médio e superior.
No recorte por região, o presidente tem maior apoio no Nordeste (55,5%), com 34,5% no Centro-Norte, 36% no Sudeste e 25,6% no Sul. Flávio tem maior presença no Centro-Norte (43,8%), seguido pelo Sudeste (37,2%), Sul (23,9%) e Nordeste (27,6%).
Em um segundo cenário estimulado sem o nome de Ratinho Júnior, Lula segue na liderança (40,5%), seguido por Flávio (36,6%) e o terceiro é Zema, com 4,3%, seguido por Caiado (3,7%).
O Paraná Pesquisas analisou o desempenho dos candidatos líderes desde outubro. Flávio Bolsonaro (PL) subiu de 37% para os atuais 44,4% na estimulada e, em um sentido inverso, o presidente teria caído de 46,7% para 43,8%.
Segundo turno - O instituto também simulou cenários de segundo turno, apontando que o presidente perde para Flávio, por 44,4% contra 43,8%. Nesse contexto, 6,9% não votariam em nenhum dos dois e 5% não responderam ou não opinaram. O levantamento sugere que o filho do ex-presidente seria o nome mais competitivo na sucessão.
Com Ratinho Júnior, Lula venceria com 43,6%, contra 39,7 do paranaense; e com o goiano Caiado teria 45,3% contra 36,2%.
O Paraná ainda fez uma pergunta direta sobre Lula, se merecia ser reeleito, com 52,2% dizendo que não e 43,9% dizendo que sim, 3,9% não responderam ou não opinaram. A maior reprovação foi identificada no Centro-Norte, seguida do Sudeste e a maior aprovação veio do Nordeste.
Universo da pesquisa - A pesquisa foi feita entre 22 e 25 de fevereiro em 159 cidades definidas mediante sorteio. Foram ouvidas 2080 pessoas, sendo 983 homens e 1097 mulheres a partir dos 16 anos. O grau de confiança dos resultados é de 95,0% para uma margem estimada de erro de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais.



