ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JUNHO, SÁBADO  22    CAMPO GRANDE 30º

Capital

Inacabada há 33 anos, obra do Belas Artes tem outro contrato rompido

Empresa iria concluir 40% do prédio, mas nova licitação será aberta para retomar serviços

Por Caroline Maldonado | 11/03/2024 08:06
Obra inacabada na Avenida Ernesto Geisel, no Bairro Cabreúva. (Foto: Alex Machado)
Obra inacabada na Avenida Ernesto Geisel, no Bairro Cabreúva. (Foto: Alex Machado)

A  obra de reforma do Centro de Belas Artes, que já estava parada em função de falhas no projeto, no cronograma e atraso em pagamentos por conta de certidões, agora teve o contrato de R$ 4,4 milhões rompido. A rescisão unilateral com a empresa Campana & Gomes Engenharia Ltda foi publicada na edição sesta segunda-feira (11) do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).

 A obra no bairro Cabreúva havia sido prorrogada em julho, mas a empresa parou o serviço no fim de 2023. Para fazer a reforma e adequação, a prefeitura abrirá nova licitação, conforme adiantado pelo titular da Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos) recém-empossado, Marcelo Miglioli, em dezembro.

O projeto do contrato rompido era para concluir 40% do prédio. Em dezembro, o secretário não detalhou o quanto foi realizado até novembro, quando ele assumiu o comando, pois estava analisando os documentos. Segundo Miglioli, houve falhas no projeto e no cronograma e a única saída foi encerrar o contrato em consenso com a empresa Campana e Gomes Engenharia.

A obra do Centro de Belas Artes começou há 33 anos. Em fevereiro a prefeita Adriane Lopes (PP), informou que apesar do contrato ser para reforma parcial, a gestão pretendia terminar toda a obra, mas estava buscando recursos para isso.

Como não tinha mais dinheiro para esse projeto, em 2021, a prefeitura decidiu fazer uma obra em parte do prédio para a instalação de um complexo de sedes administrativas ou parcerias com a iniciativa privada para que o espaço vire um centro de eventos culturais.

Último projeto - O projeto da última licitação previa finalizar cerca de 40% do prédio pelo valor de R$ 4,4 milhões, sendo R$ 3,9 milhões do contrato inicial e R$ 457.019,61 de aditivos.

Estava prevista a instalação de elevadores; salas de artesanato, de artes plásticas, de dança, de literatura; copa; alojamentos; depósitos e outras salas. Também seria feita a desobstrução da canalização de água e esgoto e intervenções no subsolo, onde deveria funcionar o Arquivo Histórico Municipal, com espaço para o acervo do arquivo municipal e biblioteca.

História - A obra da rodoviária foi iniciada em 1991 e está parada desde 1994. A prefeitura recebeu a obra do Governo do Estado em 2006, quando decidiu que lá seria o Centro Municipal de Belas Artes.

A estrutura já tinha 15 anos de existência. O projeto arquitetônico moderno com 15 mil metros quadrados seria executado por partes. A primeira etapa foi em 2008, a partir de contrato de mais de R$ 6 milhões com a Mark Engenharia.

Em 2013, com 80% executado, a empresa não concluiu a obra por atraso nos pagamentos das medições realizadas e a gestão da época decidiu paralisar a obra. Lá se foram quatro anos de depredação e degradação natural do tempo.

A empresa entrou na Justiça cobrando os pagamentos. Em 2017, a gestão atual fez acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para continuar a obra. Nova licitação foi realizada em 2019 e em 2020, a empresa foi contratada.

Em maio de 2020, a Justiça suspendeu a obra em função da perícia a ser realizada para descobrir o que o município ainda devia à empresa que começou a obra. Então, a empresa licitada desistiu do contrato em função da defasagem dos valores da proposta.

Nos siga no Google Notícias