As calças chegaram no MS, a história de um marco esquecido
A calça foi inventada na China há mais de 3.000 anos. As mais antigas foram encontradas em corpos mumificados. Foram projetadas para proteger as pernas, os testículos e o pênis quando montavam à cavalo. Pelo roçar contínuo, as partes baixas do corpo eram feridas. Depois dos chineses, os persas e povos próximos a eles, passaram a usá-las. Já na Roma antiga, as calças não eram apenas mal vistas, foram proibidas. Por terem viajado da Grécia para Roma, havia certo preconceito, por entenderem ser afeminadas. A lei previa o exílio para quem usasse calça.
Mulher não usa calça.
As mulheres só foram usar calças no final do século XIX. Inicialmente, geraram escândalo e resistência social. Foi um estilista, chamado Paul Poiret, que ajudou a torná-las aceitas pela alta sociedade. Coco Chanel, levou as calças para as mulheres da classe média.
Farrapos: as calças no Mato Grosso do Sul.
As primeiras descrições do uso de roupas de branco no Mato Grosso do Sul nos contam que as pessoas que as usavam na Fazenda Camapuã e na “Lourencinho”, eram farrapos. As pessoas viviam miseravelmente e andavam em andrajos. As calças, geralmente a única vestimenta, era de um algodão de má qualidade plantado e tecido por eles mesmos. Havia forte influência indígena, paraguaia e sulista na “moda” dos primeiros brancos que chegaram no MS.
Tangas, saiotes e “puintã”.
Antes da colonização intensiva, a vestimenta do homem indígena era de tangas, saiotes e adornos feitos de penas, sementes, folhas e casca de árvores. Com a chegada dos brancos, quando era possível, passaram a adotar botas, chapéu de couro, calças e ponchos. O “puintã”, um poncho vermelho, era tido como a melhor vestimenta que um homem poderia ter.
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