Juiz nega liberdade para Rossana Jafar, presa por esquema de R$ 27 milhões
Decisão reforça que ela aparece como uma das líderes da suposta organização criminosa
O juiz da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, Deyvis Ecco, negou liberdade para Rossana Paroschi Jafar, presa desde 7 de julho na Operação Gutenberg, em que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) investiga esquema de corrupção de R$ 27 milhões. O magistrado indeferiu a revogação da prisão para a garantia da ordem pública.
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Juiz da 2ª Vara Criminal de Campo Grande negou liberdade a Rossana Paroschi Jafar, presa desde julho na Operação Gutenberg, que investiga esquema de corrupção de R$ 27 milhões. O magistrado indeferiu a revogação por entender que medidas cautelares não seriam suficientes para garantir a ordem pública. O caso tem 17 réus, incluindo quatro membros da família Jafar, denunciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
“Por fim, medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes para a hipótese em comento, já que nenhuma delas teria o condão de resguardar o meio social ou impedir que a requerente pratique novos delitos. Quanto à fiança, estão presentes os requisitos para a prisão”, afirma o juiz.
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A defesa apontou que o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) já ofereceu denúncia, a ausência de contemporaneidade dos fatos e que não há necessidade de prisão preventiva.
A decisão reforça que Rossana aparece como uma das líderes da suposta organização criminosa, atuando na coordenação das atividades dos demais envolvidos, tanto que foi denunciada por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, cuja denúncia já foi recebida na 2ª Vara Criminal.
Ao todo, o caso tem 17 réus. Quatro denunciados são da família Jafar, herdeiros da Gráfica Alvorada. A lista tem Rossana (empresária e cirurgiã-dentista), Giovanni Paroschi Jafar (empresário), Olívia Paroschi Jafar (médica) e Felipe Paroschi Jafar (que foi exonerado da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos após a operação).
Outro nome relacionado ao clã Jafar é Rhayane Souza Fanaia. Ela foi casada com Giovanni Jafar e foi a primeira administradora formal da Editora Avante (que já se chamou Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda). A estratégia, segundo a investigação, foi para ocultar a participação da família Jafar no negócio. Com sede em São Paulo (SP), a editora é apontada como epicentro de um esquema de corrupção. Antes de abrir a Avante, Rhayane era dona de brechó na Capital.
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