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Capital

Juntos, assassinos de funileiro são condenados a 33 anos de prisão

Jorge Augusto e Alex Gonçalves foram condenados pelo homicídio de Adimilson Estácio em abril de 2020

Por Ana Paula Chuva | 15/06/2021 16:41
Jorge, um dos assassinos, chegou a participar de protesto por investigação. (Foto: Arquivo)
Jorge, um dos assassinos, chegou a participar de protesto por investigação. (Foto: Arquivo)

Jorge Augusto Nogueira de Oliveira, 33 anos, e Alex Gonçalves de Oliveira, 25 anos, foram condenados nesta terça-feira (15) pelo assassinato do funileiro Adimilson Estácio,  em abril de 2020.  Juntos, os assassinos foram sentenciados a 33 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio do funileiro que teve o corpo enterrado às margens de córrego do município de Rochedo, a 74 quilômetros da Capital.

A família de Adimilson esperou a sentença na calçada do Fórum de Campo Grande. Acampados e com faixas pedindo justiça pela morte do funileiro de 44 anos eles permaneceram no local até a saída da sentença nesta tarde.

Segundo a tia de Adimilson,  Marinez Estácio, 54 anos, Alex foi condenado a 18 anos de prisão e Jorge a 15. Ambos foram a júri popular e paa o juiz responsável pelo caso, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri existiam indícios suficientes para que ambos fossem julgados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Família de Adimilson no Fórum de Campo Grande nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)
Família de Adimilson no Fórum de Campo Grande nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)

Na manhã de hoje, ao Campo Grande News o defensor público Rodrigo Stochiero explicou que a pedido da família acompanharia o julgamento. Ele ainda afirmou que esperavam a condenação dos réus que estavam sendo julgados por três crimes: homicídio qualificado – que tem pena de 12 a 30 anos – furto qualificado – que vai de 2 a 8 anos e ocultação de cadáver – de 1 a 3 anos.

Com a condenação de ambos os responsáveis pelo assassinato, a sensação da família é de tristeza e alegria ao mesmo tempo. "Estamos alegres que eles foram condenados, mas tristes porque esperávamos a pena máxima para os dois", disse Marinez.

Desaparecimento- A vítima ficou duas semanas sumida. A equipe da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) achou corpo achado enterrado em área próxima a córrego do município de Rochedo, a 74 quilômetros da Capital. Os assassinos ainda jogaram a motocicleta da vítima no leito do manancial.

Foi preciso uma operação com auxílio dos bombeiros para retirar o veículo

Durante o desaparecimento do funileiro, a família chegou a protestar em frente à DEH enquanto as investigações estavam em curso..

Adimilson foi morto e teve corpo enterrado às margens de córrego. (Foto: Reprodução)
Adimilson foi morto e teve corpo enterrado às margens de córrego. (Foto: Reprodução)

Ambos já haviam trabalhado para o funileiro e por isso conseguiram pegar o cartão dele. A morte, segundo a denúncia, ocorreu quando Adimilson descobriu o furto. Ele recebeu uma pancada de um objeto de ferro na cabeça, dentro da próxima oficina, no Bairro Pioneiros.

 Jorge Augusto chegou a ajudar na busca, fazendo postagens, e até dando entrevista, com informações que se revelaram mentirosas. O processo corre em sigilo.

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