Júri popular absolve ré acusada de agredir estuprador que matou criança
Crime teria ocorrido porque Marcos Willian Teixeira Timóteo cumpria medida socioeducativa por abusar de bebê
Morgana Nunes da Silva, de 25 anos, foi absolvida da acusação de tentar matar Marcos Willian Teixeira Timóteo, que anos depois sequestrou, estuprou e matou uma criança de apenas 6 anos em Campo Grande. As agressões teriam ocorrido enquanto Marcos cumpria pena na UNEI (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco por estupro de vulnerável em 2019.
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Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em 21 de abril de 2019, quando cumpria medida socioeducativa Morgana e outros dois adolescentes teriam agredido Marcos com socos, chutes e golpes de madeira. Segundo a acusação, ele também foi asfixiado, queimado e obrigado a ingerir medicamentos misturados com água sanitária.
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Ainda de acordo com o Ministério Público, Morgana teria desferido golpes com um rodo e provocado queimaduras em partes do corpo da vítima. Marcos chegou a desmaiar durante as agressões e só não morreu porque foi encontrado a tempo por agentes da unidade, que o encaminharam para atendimento médico.
Segundo o inquérito, as agressões ocorreram porque Marcos já era conhecido entre os internos por ter cometido crimes sexuais.
Durante o Tribunal do Júri, a defesa de Morgana sustentou as teses de negativa de participação, desistência voluntária, absolvição por clemência e reconhecimento do privilégio por relevante valor social. Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição da ré. Com a decisão, foi expedido o alvará de soltura.
Caso recente - Marcos Willian Teixeira Timóteo foi morto por policiais em agosto do ano passado, após sequestrar, estuprar e matar a menina Emanuelly, de 6 anos, na Vila Carvalho, em Campo Grande.
O crime ocorreu na madrugada de 28 de agosto, quando a criança foi retirada de casa e levada para uma residência alugada na Avenida Joaquim Manoel de Carvalho. O corpo dela foi encontrado enrolado em um cobertor e deixado dentro de uma banheira.
Após completar 18 anos, Marcos respondeu por ameaça e injúria em contexto de violência doméstica. Ele morreu após resistir à abordagem policial quando foi localizado na região do Inferninho, em Campo Grande.
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