Incêndio cruza fronteira entre Brasil e Bolívia e mobiliza combate no Pantanal
Fogo atingiu parque nacional boliviano; ventos, calor e baixa umidade favoreceram a propagação
Um incêndio que começou na região de Forte Coimbra, em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, atravessou a fronteira e atingiu o Parque Nacional de Otuquis, na Bolívia. As chamas avançam rapidamente sob condições de vento forte, baixa umidade do ar e temperaturas elevadas, enquanto equipes brasileiras atuam no combate e mantêm articulação com instituições do país vizinho.
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Um incêndio iniciado em Forte Coimbra, no Pantanal de Corumbá, atravessou a fronteira e atingiu o Parque Nacional de Otuquis, na Bolívia. O fogo avança com vento forte, baixa umidade e calor. Três viaturas e 12 militares combatem as chamas. No acumulado de 2025, o Pantanal registra 232 focos, alta de 105% ante 2024. Sem chuva prevista nos próximos sete dias, as condições seguem desfavoráveis ao controle.
De acordo com o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), major Eduardo Rachid Teixeira, o fogo começou na noite de quarta-feira (15) e foi identificado na madrugada de quinta-feira (16). O primeiro combate foi realizado pela equipe da Base Avançada de Forte Coimbra. Com o avanço das chamas, a corporação reforçou a operação, enviando militares especializados em incêndios florestais de Corumbá para a região.
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No lado brasileiro, conforme a corporação, o fogo atinge propriedades particulares abandonadas e sem atividade produtiva. Segundo o major, a força-tarefa conta atualmente com três viaturas e 12 militares atuando diretamente no combate às chamas, além de equipes responsáveis pelo apoio logístico necessário para manter a operação.
Fronteira - Major Teixeira explica que o avanço de incêndios pela fronteira entre Brasil e Bolívia é uma situação considerada comum naquela região. Isso ocorre porque os dois países compartilham o mesmo bioma, enfrentam condições climáticas semelhantes e possuem vegetação contínua, sem barreiras naturais que impeçam a propagação do fogo.
Segundo o oficial, embora neste caso o incêndio tenha começado em território brasileiro e avançado para a Bolívia, o movimento contrário também pode ocorrer. Por esse motivo, as instituições dos dois países mantêm articulação e vêm fortalecendo a cooperação para o enfrentamento de incêndios florestais na faixa de fronteira.
Até o momento, não há estimativa da área atingida pelo incêndio. Segundo a corporação, a prioridade segue sendo o combate às chamas, e as equipes permanecerão mobilizadas enquanto houver necessidade de atuação.
Os dados mais recentes do Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), reforçam que neste sábado (18), Corumbá registra oito focos de calor ativos no Pantanal. No acumulado do ano, entre 1º de janeiro e 17 de julho, o bioma contabiliza 232 focos de calor, frente a 113 registros no mesmo período do ano passado, um aumento de aproximadamente 105%.
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Tempo seco e vento - A previsão é de que as condições meteorológicas permaneçam desfavoráveis ao controle do incêndio, com tempo seco, calor intenso e ventos, fatores que favorecem a propagação das chamas, impulsionados pelo predomínio do El Niño. Apesar disso, o CBMMS informou que o fogo perde intensidade ao alcançar a margem do Rio Paraguai, que atua como uma barreira natural.
Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o Estado está sob aviso de vendaval com grau de severidade classificado como perigo, válido entre a manhã deste sábado (18) e a noite de domingo (19). Já o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) prevê umidade relativa do ar entre 10% e 30%, predominância de ventos do quadrante norte e ausência de chuva pelos próximos sete dias.
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