Juventude tem nova titular após saída de secretário investigado por assédio
Maithê Medina assume definitivamente a secretaria em nomeação publicada nesta segunda (8)
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), efetivou Maithê Medina Fernandes Lira de Mesquita no comando da Sejuv (Secretaria-Executiva da Juventude) nesta segunda-feira (8). A prefeitura publicou a nomeação em edição extra do Diogrande (Diário Oficial do Município), uma semana depois da exoneração de Paulo César Lands Filho, que estava afastado do cargo desde março após denúncias de assédio sexual e estupro feitas por um ex-servidor da pasta.
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Maithê já ocupava interinamente a função desde o início de março, quando Lands pediu afastamento para acompanhar as investigações. Antes disso, ela atuava como gestora de projetos da prefeitura e também exercia a função de gerente de eventos e mobilização na secretaria.
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A mudança ocorre pouco mais de três meses depois de a administração municipal afastar Lands do cargo. A exoneração definitiva do ex-secretário foi publicada em 2 de junho, a pedido dele.
As denúncias contra o ex-titular da pasta foram registradas por um ex-servidor de 22 anos. Segundo o boletim de ocorrência, os episódios teriam começado em julho de 2025, quando o então secretário passou a oferecer caronas ao funcionário.
O denunciante relatou que sofreu investidas de cunho sexual dentro do veículo e que, posteriormente, recebeu mensagens com conteúdo sexual mesmo após rejeitar as aproximações. Ele também afirmou que o comportamento se repetiu no ambiente de trabalho, com comentários considerados inadequados e contatos físicos sem consentimento.
O caso ganhou maior gravidade por causa de um episódio relatado pelo ex-servidor após uma confraternização de fim de ano. Conforme o registro policial, ele afirmou que estava sob efeito de álcool quando foi levado para a residência do então secretário, onde teria ocorrido relação sexual sem consentimento.
O funcionário foi desligado da prefeitura em 27 de fevereiro deste ano. No mesmo dia, procurou a polícia para formalizar as denúncias.
Quando o caso veio à tona, Lands negou as acusações e afirmou que apresentaria provas para sustentar sua versão dos fatos. A investigação segue em andamento.


