Lixo “decora” monumento que homenageia marco zero da história de Campo Grande
Painel fica no cruzamento das avenidas Fernando Corrêa da Costa e a Ernesto Geisel
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O "Monumento aos Desbravadores", localizado no cruzamento das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Ernesto Geisel, em Campo Grande, está abandonado e tomado pelo lixo. O local, que marca o nascimento da cidade, abriga moradores de rua e acumula garrafas e restos de isopor. Inaugurado em 1995 e revitalizado em 2021, o monumento é obra da artista Neide Ono. A prefeitura foi questionada sobre a manutenção, mas não respondeu.
Instalado no cruzamento das Avenidas Fernando Corrêa da Costa com a Ernesto Geisel, o painel “Monumento aos Desbravadores”, que marca o local onde Campo Grande nasceu, está tomado pelo lixo, que se prende às plantas ornamentais. A homenagem ao carro de boi, que trouxe o fundador José Antônio Pereira, fica ao lado do Horto Florestal. A cidade nasceu na confluência dos córregos Prosa e Segredo.
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Na manhã fria da terça-feira (dia 23), um colchão, com um fino lençol, era abrigo para morador de rua, que dormia com os pés expostos ao vento, numa temperatura abaixo dos 12ºC. Garrafas e restos de recipientes de isopor “decoram” o ponto turístico.
O monumento marca o local aonde chegaram as primeiras famílias de migrantes, vindas de Minas Gerais, mas foi instalado em 1995, na gestão do então prefeito Juvêncio César da Fonseca.
A estátua foi criada por Neide Ono, artista visual especializada em cerâmica. A obra é composta por peças fundidas em alumínio e metal dourado sobre granito preto. Em 2021, o monumento foi revitalizado.
No ano de 2018, a Lei 6.004 instituiu o Marco Zero da cidade de Campo Grande no gramado em frente ao monumento, no cruzamento Fernando Corrêa da Costa com a Geisel, próximo ao Parque Florestal Antônio de Albuquerque, nome oficial do horto.
A reportagem questionou a Prefeitura de Campo Grande sobre a manutenção do local e aguarda resposta.
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