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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/03/2011 16:58

Luiz Afonso é condenado a 20 anos pelo assassinato de arquiteta

Marta Ferreira e Nadyenka Castro
Luiz Afonso no banco dos réus, 8 meses após assasinato, condenação a 20 anos.Luiz Afonso no banco dos réus, 8 meses após assasinato, condenação a 20 anos.

Eram 4h da manhã do dia 2 de julho de 2010 quando um carro em chamas chamou a atenção dos vizinhos de um trecho ermo da rua Manoel da Nóbrega, que divide os bairros Vilas Boas e Parque Dallas, em Campo Grande. Os bombeiros foram acionados e, ao chegaram ao local, não faziam ideia de que, dentro do veículo encontrariam o corpo da vítima de um dos crimes passionais que mais chamaram a atenção nos últimos anos na cidade.

Nesta quinta-feira, 8 meses após a morte da arquiteta Eliane Nogueira, o responsável pelo crime, o marido dela, o empresário Luiz Afonso Santos de Andrade, 43 anos, foi condenado a 20 anos de reclusão.

Os jurados do caso o consideraram culpado pelo crime de homicídio doloso triplamente qualificado, por meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também foi condenado por destruição de cadáver. Na sequencia,o juiz Aluizio Pereira dos Santos, que presidiu a sessão de julgamento, definiu a pena.

Ao arbitar a pena, o magistrado afirmou que depôs contra Luiz Afonso o fato de ele ter negado veementemente o crime durante a fase de investigação, assumindo apenas em juízo.

Plenário no momento em que juiz leu sentença de empresário.Plenário no momento em que juiz leu sentença de empresário.

Tempo recorde-O andamento do caso foi mais rápido que a média desde o início. Primeiro porque Luiz Afonso foi preso na sequência do crime. Segundo porque a investigação policial conseguiu provas substanciais contra ele no inquérito do caso, concluído menos de um mês após o assassinato.

Um dia após a morte da arquiteta completar um mês, Luiz Afonso já estava preso preventivamente.

Iniciado o processo judicial, a inexistência de recursos por parte da defesa de Luiz Afonso também deu andamento mais célere ao caso.

O advogado de Luiz Afonso nunca tentou habeas corpus para colocá-lo em liberdade, embora esse seja um procedimento comum para réus que tem residência fixa e alegam que não tem interesse em dificuldar as investigações.

Quando saiu a sentença de pronúncia levando Luiz Afonso a júri popular e mantendo a acusação praticamente da forma como veio da Polícia Civil, a defesa também apresentou recurso ao juiz, nem ao Tribunal de Justiça.

À época, o advogado disse que a opção foi de convencer o júri a atenuar a pena, eliminando duas qualificadoras, a de motivo torpe e de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Eliane e Luiz Afonso: casamento nos últimos momentos era só de aparências. (Álbum de família)Eliane e Luiz Afonso: casamento nos últimos momentos era só de aparências. (Álbum de família)
O carro da arquiteta, encontrado na manhã do dia 2 de julho, em chamas, com o corpo dela carbonizado. (Foto: Simão Nogueira)O carro da arquiteta, encontrado na manhã do dia 2 de julho, em chamas, com o corpo dela carbonizado. (Foto: Simão Nogueira)

Ciúmes- Durante o julgamento, o tema ciúmes monopolizou os debates. A acusação tentou convencer os jurados de que Luiz Afonso matou Eliane porque tinha ciúmes dela e não aceita o fim da relação nem o fato de que ela estava crescendo profissionalmente e financeiramente enquanto ele estava em direção contrária.

A defesa, e o próprio Luiz Afonso ao fazer uso da palavra concedida pelo juiz, rejeitaram essa tese. O empresário citou suas relações anteriores dizendo que seu histórico de relacionamentos não o taxavam como um homem de ciúmes doentios.

Luiz Afonso, ao contrário da tese da acusação, afirmou aos jurados que era a esposa quem manifestava preocupação de que ele tivesse outra pessoa.

Ao fim do julgamento, saiu vitoriosa a tese da acusação.



Típico caso onde a pena de morte poderia ser aplicada.
 
nilton penzo em 04/03/2011 10:02:09
É muito curta a pena, 20 dividido por seis, dá pouco mais de três anos, no presídio ele vai assistir os jogos do compeonato brasileiro, comer comida quente, cama quente, assistencia média, odontológica, se arrumar ou contratar uma namorada até visita íntima, enquanto isso o filho, a família e a sociedade que perdeu uma cidadã de bem, que trabalhava, pagava impostos...enfim, contribuia inclusive para alimentar vermes iguais a esse assassino, sem falar a maneira cruel como foi morta...É muito pouco, é muito pouco, a pena deveria ser escavar a própria cova, um tiro na nuca, e a família pagar a bala.
 
maria amelia barbosa vieira em 04/03/2011 08:26:36
Uma pessoa mata outra, provas evidentes são apresentadas. A mesma é condenada a 20 anos de cadeia ,que provavelmente acabarão virando no máximo 5 em regime fechado. A nossa justiça é perfeita.
 
Áttila Gomes em 04/03/2011 07:59:42
Brilhante trabalho do delegado que conduziu a cabo o caso.Tbém aos demais policiais civis,promotoria,jurados e a nosso juíz.Agora vamos torcer, para os assassinos da Mayara, tenham o mesmo destino o mais rápido possível.Até pq,com esses monstros soltos, todos nós corremos risco de MORTE...
 
neide de oliveira em 03/03/2011 09:16:52
Parabens ao tempo recorde para punir esse assassino. Uma serie de fatores contribuiram para que fosse logo condenado. Bom se fosse feito isso tambem para o cidadao que matou aquela garota na afonso pena, no transito. Se todos tem as provas, condenar esse "animal" seria um exemplo otimo para que nao se brinque mais de corrida nas ruas da capital. So se acaba com esses crimes e atos punindo exemplarmente esses assassinos.
 
Arildo Pinho em 03/03/2011 09:00:58
Se dos 20 anos ele ficasse pelo menos 10 em regime fechado eu consideraria que a justiça foi feita mas com certeza em 3 ou 4 anos ele já estará cumprindo a pena em liberdade por isso acho muito pouco.
 
Jean Carlo Sanches em 03/03/2011 08:18:57
A Justiça celere também deveria funcionar para os casos onde há provas inequívocas, tais quais o escândalo na Prefeitura Municipal de Dourados, num passado recente, que envolveu, figurinhas, figuras e figurões... ou será que há vários tipos de conduta, conforme o grau de importância dos supostos réus ?!?!?!??!
 
Augusto Malheiros em 03/03/2011 06:32:24
P arabens aos investigadores,delegados e os juizes que atuaraõ nesse caso.esse monstro tem que paga essa crueldade que fez.
 
acacio santos em 03/03/2011 06:24:36
Graças a Deus a Justiça foi feita.. Minha irmã descansará em paz!
 
Leidiane Nogueira em 03/03/2011 06:13:01
Entrevistei Luiz Afonso para o MS Record Segunda Edição logo depois que um vídeo fornecido por um comerciante o incriminava. Perguntei a ele o que fazia no exato momento em que era gravado pelas câmeras. Ele respondeu que precisava antes consultar o advogado para falar sobre isso. Era a frieza em pessoa, fato constatado não só pelo delegado do caso, mas também por psiquiatras que assistiram à gravação.
 
fábio menegatti em 03/03/2011 06:09:00
A justiça foi feita.
É uma pena que daqui no máximo uns 5 anos ele estará a solta, daí é aonde os familaires da vítima tomarem as devidas providências.
O que ironiza as condenações, é que os criminosos pegam uma certa quantidade de anos de cadeia e não cumprem 1/5 ou até 1/6 e estão soltos.
Nesse caso se o Brasil tivesse um CP sério, ele pegaria prisão perpétua, e sem direito a comida, seria solto numa cadeia dentro do amazonas e deixasse à sorte, mas como os direitos humanos não permitem que "bandidos" sejam tratados como tal, pagamos nossos impostos para tratar desses ratos.
 
Kamél El Kadri em 03/03/2011 05:50:33
- Justiça? Não tenho certeza; apenas percebemos que o réu será apenado, todavia enquanto houver atalhos que permitam que criminosos tenham suas penas diminuídas por bom comportamento etc, muitas vezes veremos esses indivíduos sairem da cadeia com bem menos da metade da pena a que foram sentenciados. Enquanto isso, os verdadeiros apenados (os parentes e entes queridos da vítima) porque perderam uma pessoa de seu convívio; são obrigados a ver nas ruas e com ar de escárnio esses assassinos frios, que em um considerável numero de vezes voltam a matar (não afirmo que seja esse o caso). Todavia estamos cansados dessa nossa "Justiça". É hora da reforma dos Judiciário e da revisão das metodologia de reinserção dos apenados à Sociedade. Como diz um figurão da Mídia sem papas na língua ao qual plagio agora : Bandido bom é bandido morto! E emendo Psicopata bom, é aquele que fica atrás das grades até o ultimo dia de sua pena. Viva o Brasil, Viva a Liberdade, e que Tenham Direitos Humanos os "Humanos Direitos" ! E vamos que vamos....
 
Josué Ratier em 03/03/2011 05:43:09
O que vimos hoje no tribunal do jurí foi uma resolução ideal por parte do Estado na aplicação da lei. Um excelente trabalho da nossa policia judiciária (Pol. Civil), dando ao inquérito a celeridade necessária para a resolução do crime, o ministério público mais uma vez desempenhando um trabalho brilhante na fiscalização e aplicação da lei na pessoa do Dr. Renzo Siufi e ao judiciário fazendo cumprir nossa legislação.
Estavamos diante de crime que chocou nossa capital, e nos foi dado uma resposta a altura por parte de quem de direito.
Parabéns a todos!
Obs: A única situação a ser criticada e fato que não adianta todo esse excepcional trabalho sendo que o réu tera que cumprir sua pena num sistema prisional que não funciona como deveria, esperamos que Deus nos ajude e que o Sr. Luiz Afonso após cumprir sua pena devida, possa reintegrar nossa sociedade uma pessoa melhor.
 
Eliseu Fogaça em 03/03/2011 05:40:33
Infelizmente, eh pouco, pela tamanha barbaridade. Prisaooooo perpetuaaaa!!!!!!!
 
Luciano Rosa em 03/03/2011 05:38:03
Isso não traz minha amiga de volta mas acalma meu coração.Justiça dos homens está dada. Agora falta a de Deus
 
ângelo arruda em 03/03/2011 05:34:18
Quiçá, se todos os casos hediondos fossem resolvidos tão rapido assim, ñão traz as vitimas de volta a vida, mas tambem esses criminosos, nao ficam impunes andando pelas nossas ruas como se nao tivessem feito nada. A Justiça Sul Matogrossense está de parabéns!!!!
 
Caroline Rivarola em 03/03/2011 05:34:16
A Justiça foi feita. Parabéns.
 
Edmar Pereira em 03/03/2011 05:27:23
Toda a população Campograndensse deve parabenizar todos os envolvidos na solução deste caso, desde o Juiz que pronunciou, os membros do Ministério Público que estudaram o caso com compentência e também os peritos e testemunhas que foram esseciais para todo o desenrolar do processo em comento. A tese de acusação foi muito bem explanada em plenário, e mais uma vez a justiça foi feita em nosso Mato Grosso do Sul. O réu como bem frisou a promotora, buscou ele mesmo ficar viúvo, matando sua esposa de modo cruel e por ciúme, agora sofrerá as penas da lei e ficara preso, viúvo e sem liberdade. Que todo homem possa saber que quem ama, não mata, cuida, respeita e valoriza a mulher que Deus coloca ao seu lado. Ciúme exagerado não leva a nada, mas como temos visto em nosso Brasil, o ciúme tem levado muitas mulheres para baixo da terra. Se todo homem conhecesse a palavra de Deus, saberia que o amor é: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Sendo assim, quem ama, verdadeiramente ama e não mata por amor! Que as mulheres possam ser respeitadas e valorizadas como merecem.
 
Wesley Assis Oliveira de Oliveira em 03/03/2011 05:24:53
PARABENS para o delegado de policia, titular da quarta delegacia de policia.
 
amilton ferreira de almeida em 03/03/2011 05:20:06
" A JUSTIÇA, embora que pequena, foi FEITA"...PARABÉNS À CORTE.
 
Rogerio costa em 03/03/2011 05:12:14
Deus é Fiel...e a Justiça dessa vez tb foi!!!
 
nathalia soares em 03/03/2011 05:10:51
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