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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

31/03/2015 21:44

Mãe de desaparecida há 12 anos colhe material para exame de DNA

Ricardo Campos Jr.
Ossada achada no Taveirópolis pode ser de Marília, desaparecida em 2003 (Foto: arquivo pessoal)Ossada achada no Taveirópolis pode ser de Marília, desaparecida em 2003 (Foto: arquivo pessoal)

Peritos colheram nesta terça-feira (31) amostra de DNA da família de Marília Débora Caballero, desaparecida desde 2003, para comparar com ossada encontrada em uma fossa no Taveirópolis. Coincidências fazem a mãe da jovem, Íria Maidan, acreditar que se tratem dos restos mortais da filha. A confirmação encerraria angústia que a mulher tem vivido nos últimos 12 anos em busca de respostas.

O corpo foi achado no local em que Marília vivia com o namorado. O homem era bem mais velho que ela e morreu há dois anos vítima de um infarto. Junto aos ossos havia um par de próteses de silicone. Segundo Irina, a filha havia colocado implantes no ano em que foi vista pela última vez.

De acordo com a polícia, o cadáver tinha fraturas no crânio, na região do olho, que levantam a possibilidade de assassinato.

Para o delegado Messias Pires dos Santos Filho, do 6º DP, o tempo torna difícil um desfecho sobre o que aconteceu com Marília, supondo que a ossada seja mesmo dela. “Vamos ter que tentar dar uma resposta para a família. Vamos até onde pudermos chegar, tentar apurar o máximo que der, ouvir o máximo de pessoas possível”, afirma.

Incansável – A jovem conheceu o companheiro quando morava com a família em Campo Grande. Irina conta que a filha usava drogas e tinha dois filhos pequenos na época. Os pais decidiram ir para Sonora e a levaram junto.

“Ela não aceitava as regras da minha casa e foi embora”, lamenta a dona de casa. As crianças ficaram aos cuidados da avó. Íria lembra que falava com a filha pelo telefone. O último contato foi no dia 11 de outubro de 2003. Passado algum tempo, sem notícias, a mãe registrou boletim de ocorrência por desaparecimento e conseguiu na Justiça a guarda dos netos, hoje com 18 e 13 anos.

Deste então, Íria tem seguido todas as pistas possíveis para encontrar Marília. Certa vez, um amigo da garota afirmou que ela havia morrido na cidade de Rondonópolis. A polícia foi acionada, entrou em contato com o IMOL local e nada. Em outra ocasião, recebeu informação de que a filha havia sido presa em Rezende (RJ). Ela acionou parentes que moram naquele estado, que foram nas unidades policiais, mas também não passava de boato.

“Nunca desisti de procurá-la. Nada, até o momento, só conseguimos boatos. Nós sempre esperamos encontrá-la viva, mas se realmente foi morta, eu estou preparada, até pelo tempo de desaparecimento. Eu vou estar consciente de que uma etapa da minha vida se encerrou, que é a procura e busca de uma solução. Os filhos dela também têm que saber da mãe”, relata.



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