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Capital

Marquinhos diz que uso de cloroquina em casos leves dependerá do médico

Marquinhos diz que prefeitura disponibilizará medicamento se for prescrito por profissional responsável

Por Silvia Frias | 20/05/2020 12:39
Prefeito falou sobre uso do medicamento durante pronunciamento diário nas redes sociais (Foto/Reprodução)
Prefeito falou sobre uso do medicamento durante pronunciamento diário nas redes sociais (Foto/Reprodução)

A liberação do uso de cloroquina e da hidroxicloroquina em casos leves de infectados pelo novo coronavírus (covid-19) de Campo Grande vai depender da avaliação de cada profissional responsável pelo tratamento, segundo o prefeito Marquinhos Trad (PSD).

“Se ele prescrever uso, Campo Grande vai usar sim e disponibilizar”, disse o prefeito hoje, durante divulgação diária do boletim sobre novo coronavírus (covid-19) da cidade.

Marquinhos refere-se ao protocolo divulgado hoje pelo Ministério da Saúde que libera o uso dos dois medicamentos até para casos leves de covid-19. Até então, o protocolo previa o remédio apenas para pacientes graves.

No pronunciamento, o prefeito enfatizou que essa prescrição depende do profissional e que, caso ele entenda que outro medicamento seja necessário, a prefeitura também irá oferecer esta opção.

 “A grande verdade é que nós não sabemos a química que combate a enfermidade de cada cidadão; quem estudou para isso foram os médicos e cientistas, se eles prescreverem, evidentemente, sob a responsabilidade deles, a prefeitura vai disponibilizar os medicamentos respectivos”.

O uso da cloroquina não é unanimidade entre a comunidade médica mundial. Não há comprovação científica de que a cloroquina é capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no remédio e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda o uso.

A mudança no protocolo era defendida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e foi motivo de atrito dele com os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e NelsonTeich.

No protocolo consta que, no termo de consentimento, que deve ser assinado pelo paciente, consta que "não existe garantia de resultados positivos" que "não há estudos demonstrando benefícios clínicos".