Garagem de casal vira point com hot dog coreano, crepe e caldo de cana
Tatuador e massoterapeuta investiram em um espaço simples, em frente a um colégio no Jardim dos Estados

Em menos de dois meses, Leisyane Balta, de 43 anos e Eliandro Silva, de 48, decidiram trocar a rotina de horários marcados como massoterapeuta e tatuador para se jogarem no universo da cozinha e de clientes chegando toda hora. Juntos, eles literalmente colocaram a mão na massa e fizeram um cantinho com crepe, hot dog coreano, caldo de cana, açaí e água de coco na garagem de casa.
RESUMO
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O casal Leisyane Balta e Eliandro Silva transformou a garagem de casa em um estabelecimento gastronômico chamado "Cantinho da Julinha", no Jardim dos Estados, em Campo Grande. Em menos de dois meses, deixaram suas profissões anteriores para se dedicarem ao novo negócio, que oferece crepes, cachorro-quente coreano, caldo de cana, açaí e água de coco. O empreendimento, que homenageia a proprietária do imóvel onde vivem, rapidamente ganhou popularidade. O caldo de cana tornou-se o item mais vendido do cardápio, que inclui corn dog entre R$ 15 e R$ 18, crepes a partir de R$ 10 e açaí começando em R$ 20. O casal, que está junto há 22 anos, relata que o negócio aproximou o relacionamento e já planeja expandir com uma espetaria.
Em 21 dias, segundo Eliandro, a estrutura já estava de pé. Ele explica que o nome também foi pensado para fugir da “marca pessoal” que os clientes já associavam ao casal. Eles queriam algo que não dependesse do nome dos dois, por isso resolveram homenagear a proprietária da casa onde eles vivem há 5 anos: Júlia. No final, uniram isso à ideia do espaço e batizaram de Cantinho da Julinha.

A virada começou no final de 2025. Leisyane conta que sempre dizia ao marido que o destino dos dois seria “mexer com comida”. O empurrão final veio de uma cena bem cotidiana: a compra de um açaí. Primeiro veio isso, depois o crepe, o corn dog, que é um sucesso entre os jovens devido ao aumento do interesse pela cultura coreana e asiática.
“Somos casados há 22 anos e quem conhece a gente sabe que a gente é empreendedor, a gente não para, quer fazer de tudo um pouco, abraça o mundo. E aí desde sempre eu falo pro Eliandro que o fim da nossa vida ia ser mexendo com comida. E aí nós decidimos agora, no final do ano, virada do ano, montar.”
Com a identidade definida, veio a parte mais arriscada: pensar no cardápio. Leisyane queria algo diferente, mas que também fosse simples. Pensou que cachorro-quente e pastel “todo mundo faz”. Foi aí que surgiu a ideia do corn dog e do caldo de cana.
Apesar de ter chegado depois, o caldo de cana é o campeão de vendas. A rotina virou de cabeça para baixo. Por ali chegam crianças que estudam em frente à casa dos dois, pais com filhos e até pessoas de longe. Leisyane conta que uma cliente saiu do Aero Rancho só para comer o corn dog.

A ideia começou apenas por delivery, mas logo ganhou espaço físico na garagem. A demanda aumentou e obrigou a ampliação, com a cozinha deixando de ser apenas “a cozinha da casa” para virar um ponto de venda na frente do imóvel. O casal colocou cadeiras de plástico, enfeitou o ambiente e investiu no carro de caldo de cana.
Nos bastidores, a história de empreendedorismo é longa. Durante a pandemia, Eliandro deu uma maneirada na tatuagem, Leisyane ampliou os serviços, e ele mergulhou na área digital. Fez faculdade de publicidade, começou com sites como hobby, montou uma agência de marketing digital e depois foi estudar desenvolvimento de sistemas. Além disso, o casal ainda se divide entre diferentes frentes de trabalho, e Eliandro também mexe com armas de airsoft.
No meio da correria, o maior efeito colateral não foi o negócio, mas o casamento. “Tem sido uma loucura e temos que conciliar os nossos horários. A vida mudou de ponta cabeça. Está sendo uma das melhores experiências. A parte mais gostosa é que estávamos com 4 empreendimentos, mas separados, mesmo dentro de casa a gente estava longe. Como se ela estivesse trabalhando em um escritório longe e eu em casa. Com a Julinha a gente brinca, atende junto e, de certa forma, com muito trabalho, aproximou nosso relacionamento e melhorou.”
Para Leisyane, a sensação também é nova. Ela sempre lidou com pessoas no atendimento da massoterapia. Agora, o feedback vem de outro jeito. “Eu amo cozinhar e está sendo inovador. Mexia com pessoas, mas eu fazer algo e a pessoa comer e achar bom está sendo a maior realização. Não que a massagem não seja, mas o preparo do alimento é muito bom, satisfatório.”
No cardápio, o corn dog, o cachorro-quente no palito no estilo coreano, sai entre R$ 15 e R$ 18, com opções de queijo ou salsicha; já o crepe começa em R$ 10 e pode chegar a R$ 28,99, com versões doce, salgada ou mista, além de duplo e triplo. Para acompanhar, o caldo de cana a partir de R$ 12, com combinações como abacaxi, maracujá, limão e gengibre, enquanto a água de coco custa R$ 12 e o açaí começa em R$ 20. E o casal já pensa no próximo passo. A ideia é implementar uma espetaria “diferentona”.
O cantinho da Julinha fica na Rua Alagoas, 1116, bairro Jardim dos Estados.
Confira a galeria de imagens:
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