Medida protetiva manteve sequestradora confessa afastada das próprias filhas
Suzilaine da Graça Costa, que sequestrou bebê, foi investigada por permitir que adolescentes fossem abusadas

Antes de ser investigada pelo sequestro de um bebê em Campo Grande, Suzilaine da Graça Costa, de 37 anos, já havia sido alvo de uma medida protetiva determinada pela VECA (Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente). O processo, baseado na Lei Henry Borel, tramitou na Justiça de Mato Grosso do Sul e foi arquivado em novembro de 2024.
RESUMO
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Suzilaine da Graça Costa, de 37 anos, investigada pelo sequestro de um bebê em Campo Grande, já havia sido alvo de medida protetiva da VECA, arquivada em novembro de 2024. Ela teria simulado gravidez e sequestrado uma recém-nascida de 28 dias para apresentar como filha. A bebê foi encontrada no Paraguai, onde Suzilaine e seu companheiro, Alex Melo de Abreu, foram presos.
O Campo Grande News apurou que a medida protetiva foi relacionada a conflitos envolvendo os filhos de Suzilaine. A ordem judicial protegia duas meninas adolescentes, filhas da agora sequestradora confessa, e as pessoas que ficaram com a guarda delas depois que ambas foram abusadas sexualmente pelo então companheiro da mãe com a conivência dela.
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À época, Suzilaine tentou reaver a guarda das filhas e, diante do conflito, foi solicitada a medida protetiva. Familiares temiam pelas ameaças praticadas pela mãe das adolescentes, que dizia ter ligação com uma facção criminosa.
O processo da VECA, no entanto, foi arquivado definitivamente em 22 de novembro de 2024, após manifestação do Ministério Público apontando ausência de elementos suficientes para sustentar uma ação penal.
Suzilaine é mãe de três filhos e a criação das crianças teria ficado principalmente sob responsabilidade de familiares. A investigada cresceu na região do Jardim Colibri, onde ocorreu parte da investigação sobre o desaparecimento do bebê.
O sequestro – A mulher de 37 anos é investigada pelo sequestro de um bebê em Campo Grande. Segundo a investigação, ela teria simulado uma gravidez por meses e, após a farsa ser descoberta, passou a procurar uma criança para apresentar como sua. O plano envolveu a retirada do bebê de uma família do Jardim Colibri e a fuga para o Paraguai.
A criança foi localizada dias depois e devolvida aos pais. A polícia apontou que o bebê teria sido levado com ajuda do atual companheiro de Suzilaine, Alex Melo de Abreu, que também foi preso durante a investigação.
A apuração indicou ainda que a mulher teria escolhido a vítima após procurar uma criança compatível com a história que contava sobre a suposta gestação.
A mãe da bebê, sequestrada aos 28 dias, relatou ter sido atraída por Suzilaine com a promessa de receber R$ 100 para cuidar de outra criança e depois ter sido rendida. O sequestro começou na quinta-feira (7).
Segundo o relato registrado pela adolescente de 17 anos, ela havia conhecido pela internet, ainda durante a gestação, uma mulher que inicialmente ofereceu um ensaio fotográfico para a recém-nascida. Posteriormente, a jovem teria recebido a proposta de uma diária como babá.
A mãe e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma residência ligada à suspeita. Conforme a versão apresentada à polícia, durante a madrugada, a suspeita teria deixado as adolescentes nas proximidades de uma área de mata na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, já sem a bebê.
A recém-nascida foi encontrada por volta de 1h15 de domingo (9), em uma casa de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. No imóvel estavam Alex e Suzilaine, presos pelas autoridades paraguaias. O rastreamento de sinais telefônicos ajudou as forças de segurança a chegar ao endereço.


