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Capital

“Menos pior”, dizem entidades sobre veto ao consumo de álcool

Setor avalia que a nova regra é a melhor alternativa a ser adotada ao invés do lockdown

Por Adriano Fernandes e Gabriel Neris | 11/08/2020 21:25
Cliente bebendo em bar no início da pandemia.. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cliente bebendo em bar no início da pandemia.. (Foto: Henrique Kawaminami)

Apesar do prejuízo que a proibição do consumo de álcool em bares e restaurantes da Capital deve gerar aos empresários, o setor avalia que a determinação ainda é a melhor alternativa a ser adotada, durante a pandemia, se comparado à proposta de adoção ao lockdown.

A Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) admite que a nova medida irá acarretar em uma perda no faturamento, uma vez que muitos clientes preferem fazer as refeições, consumindo bebida alcoólica nos estabelecimentos. “Ainda assim, é melhor do que fechar totalmente, pois traria consequências gravíssimas para o setor, que já vem sofrendo com a crise causada pela pandemia”, comenta o presidente da instituição, Juliano Wertheimer.

Segundo Juliano até agora já foram fechados mais de 5 mil postos de trabalhos. “Mesmo com a abertura parcial, já tivemos fechamentos de estabelecimentos do setor e isso poderia se intensificar, caso houvesse um fechamento total”, completa.

A Abrasel ressalta que diante dos protocolos rígidos de segurança que os estabelecimentos vem adotando, desde o início da pandemia, os bares e restaurantes estão preparados para uma retomada "lenta, gradual e segura", do movimento.

Já a ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) também concorda que a proibição do consumo de álcool em locais de venda e também em espaços de acesso público, é a alternativa “menos pior” a ser tomada no momento.

 “É uma medida satisfatória. Vamos ver como isso vai repercutir nos números. Os restaurantes vão sofrer no faturamento neste período, mas é menos pior”, comentou o primeiro-secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Roberto Oshiro.

Segundo Oshiro, as novas regras também ajudarão a manter os empregos de funcionários dos estabelecimentos já afetados pela pandemia.

Sem álcool - A proibição de consumo de álcool em locais de venda e também em espaços de acesso público da Capital, começa a vigorar nesta quarta-feira (12). A medida vale para supermercados, conveniências, bares e, inclusive, restaurantes. Nestes estabelecimentos a venda é permitida, mas servir os clientes no local fica proibido de amanhã até o próximo domingo.

O empresário que descumprir a "lei seca" pode perder o alvará de funcionamento. A punição máxima será aplicada em caso de reincidência do estabelecimento. Já para o cliente que for pego consumindo álcool em locais públicos, o primeiro passo será uma conversa, como ocorre com o toque de recolher.