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Capital

Mesmo com álcool limitado, estoque esgota em poucas horas

No Atacadão da Avenida Coronel Antonino, estoque esgotou em 1 hora na manhã desta terça-feira

Por Anahi Zurutuza, Lucas Mamédio e Clayton Neves | 24/03/2020 13:20
Fila para comprar álcool em gel no Atacadão da Coronel Antonino na manhã desta terça-feira (24) (Foto: Direto das Ruas)
Fila para comprar álcool em gel no Atacadão da Coronel Antonino na manhã desta terça-feira (24) (Foto: Direto das Ruas)

A fila na porta de alguns supermercados nesta terça-feira agora é para comprar álcool, em gel ou líquido. Mas, mesmo limitando a venda em 1 ou 2 frascos por CPF, os estoques vão embora em poucas horas.

O jornalista Bruno Chaves conseguiu comprar dois potes com 400 gramas de álcool em gel a R$ 8,99 hoje cedo, no Atacadão da Avenida Coronel Antonino. “Você chega e vai direto no caixa, paga e pega a nota fiscal, aí retira no SAC [Serviço de Atendimento ao Cliente]. Esse é o procedimento. Demorei 45 minutos pra fazer isso”.

Frasco de 400 gramas estava sendo vendido a R$ 8,99 no Atacadão (Foto: Direto das Ruas)
Frasco de 400 gramas estava sendo vendido a R$ 8,99 no Atacadão (Foto: Direto das Ruas)

O estoque dos dois tipos de álcool nesta unidade do Atacadão foi reposto na noite de ontem. Hoje pela manhã, segundo funcionários, os produtos esgotaram em 1 hora. O mercado abriu às 7h e às 8h o carregamento já havia sido todo vendido.

No Assaí da Coronel Antonino, o estoque zerou no fim de semana, informou um atendente à reportagem.

No Atacadão da Avenida Duque de Caxias também há fila quilométrica de clientes atrás do produto usado para desinfecção de mãos e objetos. Às 12h50 só restavam centenas frascos de álcool em gel, que chegaram em caminhões na noite de ontem e eram suficientes para entregar a quem chegou cedo no atacadista. “Só temos para atender quem já tem senha aqui, umas 150 pessoas. Tivemos filas com essa média de clientes durante toda a manhã. Agora não tem mais previsão de quando vai chegar”, avisou um atendente pelo telefone.

No Fort Atacadista da Moreninhas também não há mais álcool e nem previsão para chegar. Luzia Arguelho foi até lá para comprar mais, porque na casa dela “só tem um restinho”, mas teve de voltar se mãos vazias. Ela criticou quem fez estoque particular. “Muita gente estocou sem necessidade e agora está faltando para quem precisa”.