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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/01/2016 19:34

Mesmo com dinheiro liberado há 18 meses, obra em rotatória fica no papel

Flávio Paes
Enquanto projeto não é executado,congestionamento continua (Foto:Arquivo)Enquanto projeto não é executado,congestionamento continua (Foto:Arquivo)
Via de ligação Antonio Maria Coelho/Mato Grosso continua fechada (Foto: Arquivo)Via de ligação Antonio Maria Coelho/Mato Grosso continua fechada (Foto: Arquivo)

Além de grandes obras de infraestrutura (drenagem, asfalto e urbanização), com recursos federais e de empréstimos já contratados, a Prefeitura não conseguiu destravar, 18 meses depois de receber o dinheiro (R$ 1,3 milhão), projetos relativamente simples, como o do reordenamento viário da rotatória nas avenidas Mato Grosso com Nelly Martins.

O dinheiro foi repassado em junho de 2014, ainda na gestão de André Puccinelli (PMDB) no governo do Estado. O projeto foi refeito duas vezes, houve licitação, mas até agora a obra não foi iniciada. O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) já renovou pelo menos duas vezes o convênio para não ter que pedir o dinheiro de volta ao município.

"Não temos interesse em receber o recurso, o compromisso do governo é ajudar a resolver um problema do trânsito da Capital", afirma o diretor-geral da autarquia, Gerson Claro.

Na primeira versão, o projeto previa a retirada da rotatória com a abertura de alças de acesso e sinalização com semáforos. Com a troca de diretores da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) optou-se por manter a rotatória, abrir uma alça de acesso a Mato Grosso (para que vem pela Nelly Martins).

Há mais de um ano foi aberta a Avenida Antonio Teodorokiski para servir de ligação entre a Antônio Maria Coelho e a Mato Grosso que, por enquanto, permanece fechada ao trânsito. A ideia é que a via fosse usada principalmente para chegar a região do Bairro Carandá Bosque, sem necessidade de passagem pela rotatória.

Enquanto isto, a rotatória continua sendo um gargalo do trânsito, com registro de congestionamento nos horários de rush. O diretor da Agetran. Elpidio Pinheiro, prefere não arriscar quando a obra será iniciada. Ele considera o projeto uma "solução provisória".

Ele critica as mudanças promovidas pela gestão passada, que transformou em mão única algumas ruas paralelas à Mato Grosso (como Eduardo Santos Pereira, Pernambuco, Amazonas). "Isto contribuiu para aumentar o fluxo da Mato Grosso, aumentando o gargalo na rotatória", avalia.

A última versão do projeto prevê a instalação de 10 semáforos nas áreas de intervenção, equipados com controladores que regularão o tempo de duração do verde e do vermelho, conforme o fluxo de veículos. Será aberta uma baia de estacionamento na rua Antônio Maria Coelho e uma pista adicional nos dois sentidos da avenida Mato Grosso que garantirá a manutenção da conversão à direita e à esquerda de quem sobe e desce pela via em direção as avenidas Nelly Martins e Professor Luiz Alexandre.

O projeto prevê, ainda, implantação da onda verde na Mato Grosso, para garantir fluidez ao tráfego com o sincronismo dos semáforos.



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