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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/12/2015 22:20

Mesmo com "explosão", números atuais da dengue estão abaixo da epidemia de 2013

Flávio Paes
Hospital de campanha emprestado pelo Exército montado na UPA  Vila Almeida (Foto:Divulgação)Hospital de campanha emprestado pelo Exército montado na UPA Vila Almeida (Foto:Divulgação)

Mantida até o dia 31 a média diária de 138 notificações de pacientes com sintomas da dengue, 187% maior  em relação a do mês passado (que ficou em 48), o cenário atual de incidência da doença que a Prefeitura de Campo Grande já descreve como epidêmico, ao término do ano, não se aproximará do quadro caótico verificado em 2013, quando a cidade enfrentou a maior epidemia da sua histórica, sobrecarregando toda a estrutura de saúde.

A conclusão leva em conta os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde que nesta terça-feira oficializou em decreto publicado no Diario Oficial, a situação de alerta para doença. Até ontem, segunda-feira, no acumulado do ano, foram computadas 10.699 notificações.

Projetando até dia 31 uma média diária de 138 notificações, a estatística de 2015 fechará em 12.217 casos (4.279 só  em dezembro), o que corresponde a 26% das notificações de 2013, que totalizaram 46.278, considerando os dados referentes a semana epidemiológica encerrada no dia 11 de dezembro daquele ano. Dos casos 4.013 confirmados até aqui por exame laboratorial (nenhum neste mês), 2.399 (60%) foram concentrados nos meses de março (1.182) e abril (1.217).

A expectativa, .diante das ações preventivas em andamento, com mutirões de limpeza, ações educativas, mobilização do Exército para remover pneus é este quadro de incidência caia ou no mínimo se estabilize. A própria diretora da diretora de assistência da Sesau, Rosimeire Arias Lima,  reconhece que só nos próximos 60 dias, quando deve ocorrer um novo período de chuva, se tenham mais claramente a proporção desta epidemia.

Na opinião do médico infectiologista Rivaldo Venâncio, o quadro é de fato preocupante, exigindo medidas educativas, a eliminação dos focos do mosquito transmissor da doença,  além das medidas previstas nos protocolos médicos internacionais.

Entretanto, antes de se decretar de forma definitiva o quadro de epidemia é necessário fazer um estudo sobre a incidência, mês a mês, considerando uma série estatística históricga dos últimos quatro anos pelo menos. Normalmente de novembro para dezembro, há um salto nas notificações, se acentuando no início do ano seguinte.



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