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Capital

Morto a tiros em praça do Jardim Sayonara já havia recebido ameaças, diz tia

Moradores apresentam versões controversas sobre a dinâmica do crime

Por Liniker Ribeiro e Aletheya Alves | 27/01/2021 17:45
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Gustavo Miranda, de 32 anos, morto a tiros na tarde desta quarta-feira (27), no Jardim Sayonara, já havia relatado ameaças recebidas por parte de um morador da região, à família. Segundo a tia, de 68 anos, que pediu para não ser identificada, a vítima tentava se libertar do vício de drogas.

“Eu nunca tive medo dele, ele nunca pegou nada de ninguém, era um cara trabalhador e serralheiro. Já tinha sido ameaçado por um cara do bairro”, afirmou a familiar, sem descrever o tipo de ameaça sofrida pela vítima.

A mulher afirmou ainda, ter convidado o sobrinho para morar com ela em outra cidade, plano que ele pretendia por em prática. “Eu chamei ele para ir embora para praia comigo, ele disse que ia, que eu trazia paz", afirmou.

Sobre os vícios, a tia também ressaltou que Gustavo estava tentando controlar. “Falei para ele que ia levar ele para tratamento, mas ele estava tomando calmante, disse que estava bem. Tomava só uma bebedinha, tinha parado [com as drogas]".

Versões diferentes – Moradores da região relatam ter escutados diversos tiros, mas divergem em possíveis motivações.

Moradora, de 40 anos, que não quis se identificar, disse ter visto a vítima correndo pela Rua Zeferino Píres de Freitas, tentando fugir dois homens em uma moto. Gustavo seguiu em direção a Rua Arthur Marinho, onde foi morto.

Já outro morador, que também não se identificou, relatou que os suspeitos passaram pela vítima de moto e, após Gustavo desferir xingamentos contra ele, tiros foram disparados. Pelo menos sete tiros foram efetuados contra a vítima.

Problema antigo - Presidente do bairro, Valdelice Pereira da Silva, de 57 anos, afirma que a região é "complicada" há mais de uma década. "A gente queria cercar aqui, fazer um projeto porque é um problema. Antes era tudo cercado e foram levando portão e tudo que tinha", afirma ela, ao mencionar que a praça é constantemente frequentada por usuários de drogas.

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