MP cobra plano para reduzir fila de exames que já passa de 25 mil na Capital
Pacientes esperam desde 2018; prazo para Estado e prefeitura apresentarem solução é de 180 dias

A Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado foram cobrados a apresentar plano de ações, metas e cronograma para reduzir a fila de espera por exames diagnósticos na rede pública de saúde. A medida é do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que afirma intensificar a atuação para enfrentar o problema na Capital.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul cobrou da Prefeitura de Campo Grande e do governo do Estado um plano com metas e cronograma para reduzir a fila de mais de 25 mil pessoas que aguardam exames diagnósticos na rede pública, como tomografia e ressonância magnética. O órgão concedeu prazo de 180 dias para apresentação do plano e aponta pacientes esperando desde 2018.
O MPMS informou que Campo Grande já soma mais de 25 mil pessoas à espera de exames considerados essenciais, como tomografia computadorizada, ressonância magnética (com e sem sedação), eletroneuromiograma e radiografia simples. Em casos mais graves, o órgão aponta que há pacientes aguardando desde 2018 pelos procedimentos.
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Diante da situação, o MPMS instaurou procedimento administrativo para acompanhar a ação civil pública já em andamento e passou a cobrar soluções efetivas do poder público.
O órgão estabeleceu prazo de até 180 dias para que o Estado e o município apresentem o plano. A medida segue parâmetros do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que considera excessiva a espera superior a 100 dias.
Apesar de iniciativas como o programa “Mais Saúde, Menos Fila”, que recebeu R$ 45 milhões do Tesouro Estadual, e da previsão de R$ 15,9 milhões em recursos federais, o MPMS avalia que os investimentos ainda não resultaram na redução proporcional da demanda reprimida.
Na Capital, a 76ª Promotoria de Justiça também acompanha ações da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), como a contratação de cerca de 3,5 mil exames de ressonância magnética. Ainda assim, o Ministério Público aponta que a ampliação é insuficiente diante do volume acumulado.
Os dados indicam que a maior pressão está concentrada nos exames de coluna. Nos últimos seis meses, foram realizados apenas 52 exames de coluna torácica e 134 de coluna lombossacra, números considerados baixos frente à demanda.
Além dos indicadores, o MPMS reúne relatos de pacientes que enfrentam dores constantes, dificuldade para agendamento e falta de medicamentos, o que evidencia o impacto direto da demora no atendimento.
Segundo o órgão, o acesso rápido aos exames é fundamental para diagnóstico e início do tratamento adequado. A espera prolongada, além de agravar quadros clínicos, compromete o direito à saúde e a dignidade dos pacientes.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura e o Estado, mas até a publicação da matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para pronunciamento.
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