Mulher acampa em ponto de ônibus na Brilhante e vive sozinha em noites geladas
Sem dizer sobrenome, ou a idade, ela contou que há 2 meses vive assim

A sensação térmica baixíssima em Campo Grande assusta até quem consegue ficar embrulhado em casa. Por isso, é natural a reação ao ver uma pessoa dormindo na rua, sem a proteção das paredes. A cena de uma mulher, acampada em ponto de ônibus da Rua Brilhante, chamou a atenção de alguns leitores, que enviaram imagens ao Campo Grande News.
RESUMO
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Mulher identificada apenas como Bruna vive há dois meses em um ponto de ônibus na Rua Brilhante, em Campo Grande, com colchão, cobertor e roupas velhas. Com sensação térmica de 9°C na cidade, ela enfrenta o frio e a chuva sem abrigo adequado. Mãe de filhos, ela recusa ajuda e pede apenas dinheiro para comprar comida. Durante o dia, circula pelo Bairro Amambai e retorna ao local improvisado ao entardecer.
Na noite de quarta-feira, enquanto todo mundo comemorava a vitória do Brasil contra a Escócia, a reportagem foi até o acampamento protegido apenas pela estrutura de um ponto do transporte coletivo. No lugar, encontramos Bruna, escondida pela iluminação baixa.
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Sem dizer o sobrenome ou a idade, ela contou que há 2 meses vive assim. "Eu gosto de observar a movimentação dos ônibus, mas não do barulho dos carros que passam".
No endereço improvisado, ela montou um espaço com colchão, roupas velhas, cobertor surrado e travesseiro para passar as noites. Ela anda com uma mala e objetos como um pote de creme e um pente.
Sozinha, a mulher contou que tem filhos, “de crianças a mais crescidos”, sem dar detalhes ou o paradeiro da família. Irritada com tantas perguntas, chegou a dizer que teria 90 anos, apesar de aparentar uns 55.
Bruna garante que não pretende permanecer por muito tempo no ponto, principalmente por causa da chuva e do frio mais intenso nos últimos dias. "Nem consigo tomar banho", lamentou.
A rotina é intermitente. Fica o dia todo pela região do Bairro Amambai, e no fim da tarde segue para a cobertura do ponto de ônibus. Mesmo assim, ao relento, afirmou que não quer ajuda, "só dinheiro para comprar um salgado".
Segundo a Bruna, pessoas costumam perguntar por que ela está ali, mas a atenção de quem passa não vai além disso, comentou.

