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Mulher acampa em ponto de ônibus na Brilhante e vive sozinha em noites geladas

Sem dizer sobrenome, ou a idade, ela contou que há 2 meses vive assim

Por Ketlen Gomes | 25/06/2026 06:15
Mulher acampa em ponto de ônibus na Brilhante e vive sozinha em noites geladas
Mulher em situação de rua, se preparando para dormir em ponto de ônibus na Rua Brilhante (Foto: Paulo Francis)

A sensação térmica baixíssima em Campo Grande assusta até quem consegue ficar embrulhado em casa. Por isso, é natural a reação ao ver uma pessoa dormindo na rua, sem a proteção das paredes. A cena de uma mulher, acampada em ponto de ônibus da Rua Brilhante, chamou a atenção de alguns leitores, que enviaram imagens ao Campo Grande News.

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Mulher identificada apenas como Bruna vive há dois meses em um ponto de ônibus na Rua Brilhante, em Campo Grande, com colchão, cobertor e roupas velhas. Com sensação térmica de 9°C na cidade, ela enfrenta o frio e a chuva sem abrigo adequado. Mãe de filhos, ela recusa ajuda e pede apenas dinheiro para comprar comida. Durante o dia, circula pelo Bairro Amambai e retorna ao local improvisado ao entardecer.

Na noite de quarta-feira, enquanto todo mundo comemorava a vitória do Brasil contra a Escócia, a reportagem foi até o acampamento protegido apenas pela estrutura de um ponto do transporte coletivo. No lugar, encontramos Bruna, escondida pela iluminação baixa.

Sem dizer o sobrenome ou a idade, ela contou que há 2 meses vive assim. "Eu gosto de observar a movimentação dos ônibus, mas não do barulho dos carros que passam".

No endereço improvisado, ela montou um espaço com colchão, roupas velhas, cobertor surrado e travesseiro para passar as noites. Ela anda com uma mala e objetos como um pote de creme e um pente.

Sozinha, a mulher contou que tem filhos, “de crianças a mais crescidos”, sem dar detalhes ou o paradeiro da família. Irritada com tantas perguntas, chegou a dizer que teria 90 anos, apesar de aparentar uns 55.

Bruna garante que não pretende permanecer por muito tempo no ponto, principalmente por causa da chuva e do frio mais intenso nos últimos dias. "Nem consigo tomar banho", lamentou.

A rotina é intermitente. Fica o dia todo pela região do Bairro Amambai, e no fim da tarde segue para a cobertura do ponto de ônibus. Mesmo assim, ao relento, afirmou que não quer ajuda, "só dinheiro para comprar um salgado".

Segundo a Bruna, pessoas costumam perguntar por que ela está ali, mas a atenção de quem passa não vai além disso, comentou.