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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

27/03/2012 18:29

Mulher assassinada sofreu aborto após espancamento por ex, diz Polícia

Ana Paula Cardoso e Elverson Cardoso
Djalma (à direita)é suspeito de matar a ex-mulher (à esquerda)Djalma (à direita)é suspeito de matar a ex-mulher (à esquerda)

A costureira Glaucia Aparecida Perreglinele Jara, de 44 anos, encontrada morta com um corte na garganta na manhã do último domingo (25), sofreu um aborto em fevereiro deste ano. A suspeita, segundo o delegado que investiga o caso, Valmir Moura Fé, é de que o aborto aconteceu após ela ser espancada pelo ex-marido Djalma Dias da Silva, de 34 anos.

Silva é suspeito de ter matado a costureira após uma crise de ciúmes. Ele queria reatar o relacionamento de oito meses, mas ela não aceitou.

No sábado à noite, os dois se encontraram em um clube e ele tentou beijar a ex-companheira à força, segundo a Polícia apurou. Ela foi encontrada morta na manhã seguinte, enrolada em um edredom e com um travesseiro sobre o rosto. Detalhes que, segundo o delegado, caracterizam o perfil de um psicopata. “Foi um ritual de despedida”.

Na tarde desta terça-feira o delegado ouviu oito pessoas sobre o caso. Depois ele retornou à cena do crime para verificar marcas de sangue que ficaram na parede da casa. De acordo com ele, a costureira foi empurrada antes de ser morta.

De acordo com Moura Fé, Silva tinha histórico de violência. Tudo indica que a costureira foi agredida por ele várias vezes, já que sempre aparecia com hematomas, mas dizia que tinham sido provocados por quedas e até por assaltos.

O filho dela, Rogério Jara Vilharva, de 25 anos, contou que a mãe e o suspeito se conheceram há oito meses em uma festa e passaram a morar juntos dois meses depois. Rogério morou com eles por cinco meses e só se mudou porque casou.

Foi ele quem encontrou o corpo da costureira. Ele estranhou porque ela havia ligado para ele no sábado à tarde pedindo que ele fosse até a casa dela no domingo para tomar tereré, mas depois disso não entrou mais em contato.

“Abri a porta da cozinha e ela estava degolada no quarto. Nunca vou esquecer essa cena”, lamenta.

Djalma deve se apresentar à Polícia Civil amanhã.



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