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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/01/2014 14:42

Município deve pagar R$ 120 mil a casal por morte de bebê após parto

Edivaldo Bitencourt

A Justiça condenou o município de Campo Grande a pagar indenização de R$ 120 mil a um casal que perdeu o filho após o parto em 2006 por suposta negligência médica. A sentença é do juiz em substituição legal da 3ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, Silvio César do Prado.

João Freinot Júnior e a esposa Lucineide dos Santos Pereira, conforme a sentença judicial, fizeram o pré-natal do bebê no SUS (Sistema Único de Saúde). A criança nasceria em 15 de fevereiro de 2006. No entanto, 10 dias após a data, o bebê ainda não tinha nascido e o casal passou a procurar o médico insistentemente.

No dia 25 de fevereiro, com fortes dores, Lucineide foi encaminhada ao hospital. No entanto, os médicos alegaram falta de dilatação e descartaram fazer cesárea.

Apesar de alegar que estava tudo bem com a criança, na madrugada do dia 26 de fevereiro de 2006, ela foi encaminhada novamente ao hospital e foi obrigada a aguardar a troca de plantão, às 7h30. Os médicos insistiram no parto normal e o bebê nasceu. No entanto, segundo o casal, as enfermeiras levaram a criança sem que a mãe o visse.

No entanto, minutos depois, a mulher foi comunicada por uma funcionária que o bebê tinha morrido. Lucineide ficou internada até o dia seguinte e teve alta sem qualquer satisfação ou explicação por parte da equipe médica.

A prefeitura alegou que a mulher recebeu a atenção necessária e negou qualquer negligência médica. Explicou que a bolsa aminiótica se rompeu durante o encaminhamento à sala de parto. E apontou que o bebê morreu porque engoliu o líquido aminiótico.

O magistrado destacou que o CRM/MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) responsabilizou os médicos pela morte da criança e apontou que a equipe foi omissa com o casal, ao negar informações sobre a situação da esposa e do bebê e por obrigar a gestante a se deslocar diversas ao hospital para receber atendimento.
O juiz condenou o município a pagar danos morais, mas negou o pedido de danos materiais.

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Mas e quanto aos médicos, não vai acontecer nada?
 
João Renato em 21/01/2014 17:25:50
Parabéns ao juiz que condenou o município,
deveria condenar o médico também que vamos falar sério hem o sistema publico de saúde e precária e não é só agora, entra e sai prefeito e continua o mesmo problema de sempre.
 
Marcos Veiga Alfonso em 21/01/2014 16:58:01
E com estes médicos nada acontece? deveria ser cassado o CRM deles, culpam o poder público mas não tem a coragem de punir exemplarmente estes médicos, porque será sr Juiz!!!.
 
Samuel K. Ramos em 21/01/2014 16:37:17
Prezado Celso do comentário anterior. Provavelmente, o desleixo do prefeito anterior com a saúde pública e a péssima administração do atual, são temas ligados e os mais debatidos na cidade. Entretanto, a reportagem relata um caso de erro e negligência da equipe médica e de enfermaria, muito além das gestões municipais. Executar o parto com atenção e de maneira acertada é obrigação dos profissionais. O fato é muito triste e traz forte impacto para quem vai ter um bebê.
 
Fabiano Silva em 21/01/2014 16:27:05
Ora, ora, se tratava da gestão do médico Nelsinho, cujos aliados insistem em fazer crer que mazelas na saúde apareceu como por encanto com o Benal, que deveria entrar com ação regressiva contra os culpados apontados pelo CRM.
 
Celso Pereira da Silva em 21/01/2014 15:46:36
Parabéns, ao Juiz Silvio Cesar do Prado, pela decisão de condenar o município pela morte dessa criança e trazer transtornos aos pais. Quem sabe isso sirva para as autoridades médicas do município, desde médicos, enfermeiros, etc., precisam entender que a vida de quem quer que seja , mesmo um recém nascido precisa de ser cuidado com extrema responsabilidade pelos profissionais da saúde. A vida das pessoas está sendo muito banalizada e uma medida dessa natureza quem sabe faz as autoridades acordarem que a vida de qualquer ser humano tem um valor incalculável. Mais uma vez, parabéns ao magistrado, e aos pais, que não terão o filho de volta mas corrige um pouco essa injustiça desastrada.
 
João Alves de Souza em 21/01/2014 15:35:03
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