A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

21/01/2014 14:42

Município deve pagar R$ 120 mil a casal por morte de bebê após parto

Edivaldo Bitencourt

A Justiça condenou o município de Campo Grande a pagar indenização de R$ 120 mil a um casal que perdeu o filho após o parto em 2006 por suposta negligência médica. A sentença é do juiz em substituição legal da 3ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, Silvio César do Prado.

João Freinot Júnior e a esposa Lucineide dos Santos Pereira, conforme a sentença judicial, fizeram o pré-natal do bebê no SUS (Sistema Único de Saúde). A criança nasceria em 15 de fevereiro de 2006. No entanto, 10 dias após a data, o bebê ainda não tinha nascido e o casal passou a procurar o médico insistentemente.

No dia 25 de fevereiro, com fortes dores, Lucineide foi encaminhada ao hospital. No entanto, os médicos alegaram falta de dilatação e descartaram fazer cesárea.

Apesar de alegar que estava tudo bem com a criança, na madrugada do dia 26 de fevereiro de 2006, ela foi encaminhada novamente ao hospital e foi obrigada a aguardar a troca de plantão, às 7h30. Os médicos insistiram no parto normal e o bebê nasceu. No entanto, segundo o casal, as enfermeiras levaram a criança sem que a mãe o visse.

No entanto, minutos depois, a mulher foi comunicada por uma funcionária que o bebê tinha morrido. Lucineide ficou internada até o dia seguinte e teve alta sem qualquer satisfação ou explicação por parte da equipe médica.

A prefeitura alegou que a mulher recebeu a atenção necessária e negou qualquer negligência médica. Explicou que a bolsa aminiótica se rompeu durante o encaminhamento à sala de parto. E apontou que o bebê morreu porque engoliu o líquido aminiótico.

O magistrado destacou que o CRM/MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) responsabilizou os médicos pela morte da criança e apontou que a equipe foi omissa com o casal, ao negar informações sobre a situação da esposa e do bebê e por obrigar a gestante a se deslocar diversas ao hospital para receber atendimento.
O juiz condenou o município a pagar danos morais, mas negou o pedido de danos materiais.

Ladrões aproveitam reunião de família para invadir casa e roubar carro
Criminosos armados invadiram uma casa, renderam as vítimas e fugiram levando celular e o carro da família. O crime aconteceu na madrugada desta segun...
Homem abastece R$ 80, sai sem pagar e acaba preso após perseguição e tiro
Homem de 36 anos abasteceu R$ 80, saiu sem pagar e acabou preso por uma equipe da Polícia Militar após perseguição e tiro. O episódio aconteceu neste...
Policial aposentado morre quatro horas depois de se envolver em acidente
Sargento aposentado da Polícia Militar, José Osvaldo da Fonseca, morreu no hospital na noite deste sábado (13), quatro horas depois de ter se envolvi...


Mas e quanto aos médicos, não vai acontecer nada?
 
João Renato em 21/01/2014 17:25:50
Parabéns ao juiz que condenou o município,
deveria condenar o médico também que vamos falar sério hem o sistema publico de saúde e precária e não é só agora, entra e sai prefeito e continua o mesmo problema de sempre.
 
Marcos Veiga Alfonso em 21/01/2014 16:58:01
E com estes médicos nada acontece? deveria ser cassado o CRM deles, culpam o poder público mas não tem a coragem de punir exemplarmente estes médicos, porque será sr Juiz!!!.
 
Samuel K. Ramos em 21/01/2014 16:37:17
Prezado Celso do comentário anterior. Provavelmente, o desleixo do prefeito anterior com a saúde pública e a péssima administração do atual, são temas ligados e os mais debatidos na cidade. Entretanto, a reportagem relata um caso de erro e negligência da equipe médica e de enfermaria, muito além das gestões municipais. Executar o parto com atenção e de maneira acertada é obrigação dos profissionais. O fato é muito triste e traz forte impacto para quem vai ter um bebê.
 
Fabiano Silva em 21/01/2014 16:27:05
Ora, ora, se tratava da gestão do médico Nelsinho, cujos aliados insistem em fazer crer que mazelas na saúde apareceu como por encanto com o Benal, que deveria entrar com ação regressiva contra os culpados apontados pelo CRM.
 
Celso Pereira da Silva em 21/01/2014 15:46:36
Parabéns, ao Juiz Silvio Cesar do Prado, pela decisão de condenar o município pela morte dessa criança e trazer transtornos aos pais. Quem sabe isso sirva para as autoridades médicas do município, desde médicos, enfermeiros, etc., precisam entender que a vida de quem quer que seja , mesmo um recém nascido precisa de ser cuidado com extrema responsabilidade pelos profissionais da saúde. A vida das pessoas está sendo muito banalizada e uma medida dessa natureza quem sabe faz as autoridades acordarem que a vida de qualquer ser humano tem um valor incalculável. Mais uma vez, parabéns ao magistrado, e aos pais, que não terão o filho de volta mas corrige um pouco essa injustiça desastrada.
 
João Alves de Souza em 21/01/2014 15:35:03
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions