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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

12/12/2018 11:12

Mutirão de combate à dengue recolhe material reciclável em vários pontos

O Lacen (Laboratório Central de Mato Grosso do Sul) confirmou a primeira morte por dengue em Mato Grosso do Sul neste ano

Viviane Oliveira e Mirian Machado
Mutirão recolhendo pneus velhos que foram descartados pelos moradores nos pontos indicados pelo mutirão  (Foto: Marina Pacheco) Mutirão recolhendo pneus velhos que foram descartados pelos moradores nos pontos indicados pelo mutirão (Foto: Marina Pacheco)

Agentes de saúde e equipes técnicas fazem nesta manhã na região da Moreninha, na saída para São Paulo, mutirão de limpeza para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue. São recolhidos vários objetos como carcaça de produtos eletrônicos, pneus e móveis velhos. Os materiais serão levados para o aterro sanitário, ou dependendo da situação, para o ecoponto da Coronel Antonino e para uma empresa de reciclagem.

Participam da ação agentes de saúde, equipes técnicas da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande), Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Corpo de Bombeiros, Polícia Municipal e CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais).

No mês passado, as equipes espalharam oito pontos de coleta pela região e informaram à população por meio de panfletos para recolher tudo o que não queria mais dentro de casa e levar até os locais. Segundo gerente técnico do CCEV, Vagner Ricardo dos Santos, apesar da notificação estar dentro do quadro normal, a região foi escolhida por causa do índice alto de infestação de mosquito. “Esse é um trabalho de prevenção”, explica. Os principais problemas ainda estão dentro de casas abandonadas ou fechadas por muito tempo.

Segundo o presidente do Residencial José Macksoud, Odin Davi Valu, o bairro que fica no entorno das Moreninhas, existe há 4 anos, mas apesar de ser novo sofre com a infestação. “A população tem participado dessas campanhas, mas ainda há preocupação porque tem muito objeto no quintal do imóvel que serve de criadouro e não é descartado”, conta. Segundo ele, o residencial tem 482 casas.

População aproveitou para descartar televisores antigos (Foto: Marina Pacheco) População aproveitou para descartar televisores antigos (Foto: Marina Pacheco)
Caminhão, caçamba e retroescavadeira são usados para o recolher o lixo  (Foto: Marina Pacheco) Caminhão, caçamba e retroescavadeira são usados para o recolher o lixo (Foto: Marina Pacheco)

Para o presidente do bairro Moreninha 3, Valdeci Oliveira Souza, a maioria dos moradores está contribuindo com o mutirão. Essas ações ajudam bastante”, afirmou. Boletins epidemiológicos semanais divulgados pela SES (Secretária Estadual de Saúde) apontam que em 11 meses, os casos de dengue em MS acumularam queda de 13,05 %, em relação ao mesmo período de 2017.

O vereador Chiquinho Telles (PSD), um dos que encabeçou a campanha, acredita que muita coisa ainda precisa ser descartada. “As vezes o principal problema está dentro de casa e não tem como a gente entrar lá. O morador é quem deve fazer a limpeza, disse.

Segundo a superintendente da Vigilância Sanitária, Veruska Lahdo, 80% da água parada estão dentro das residências em calhas entupidas, pneus velhos, vasos de planta e banheiros desativados. Quem quiser fazer denúncia pode ligar para o 3314-9955 ou 1156.

Morte - O Lacen (Laboratório Central de Mato Grosso do Sul) confirmou o primeiro óbito por dengue em Mato Grosso do Sul neste ano. Segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde) a doença viral transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti foi a causa da morte de Gabriel Roseno Baltazar Neres, 13 anos, no dia 4 deste mês, em Três Lagoas, a 338 km de Campo Grande. 



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